Arquivo | outubro, 2008

Mordida de amor

30 out

No começo do mês a curitibana Mordida lançou o clip da música “Eu Amo Vc”… O vídeo foi lançado junto com o EP (liberado para download) e o site da banda… 

 

Novos projetos de Tunde Adebimpe

28 out

A coisa não podia ficar melhor. No início de outubro foi anunciado um novo projeto que reúne Tunde Adebimpe (TV On The Radio), Adam “Doseone” Drucker (Subtle) e Mike Patton (Faith No More e mais uma penca de bandas). Sensacional e pavoroso ao mesmo tempo. Os experimentos vocais dessa brincadeira não têm limites… e mesmo assim só saiu isso. O projeto ainda não tem nome, e deve dar as caras por ai até o final do ano. Enquanto isso Tunde Adebimpe segue felizão com a divulgação do “Dear Science”, terceiro álbum do TVOTR e de longe um dos melhores lançamentos do ano…

Para quem ainda não viu, o vídeo da fodona “Golden Age”, nova do TVOTR:

 

 

Mais Adebimpe: Logo, logo ele aparece nas telonas por aqui. Novamente. Adebimpe está no elenco do filme “Rachel Getting Married”, com direção de Jonathan Demme e a bonitona Anne Hathaway, que estreou no início de outubro nos EUA… Esse ai é seu segundo filme, o primeiro é o excelente “Jump Tomorrow”, de 2001, com direção de Joel Hopkins… recomendado! 

 

 

 Não encontrei o trailer de “Jump Tomorrow”, só esse vídeo com um trecho:

 

essa semana…

27 out

– Juana Molina:

 

– Guizado:

3 coisas: Túlio Bragança

27 out

 

Primeira edição do “3 coisas”. Tipo entrevista… tipo ranking… tipo perguntas da Xuxa (“uma cor”… “comida”…). São 3 temas aleatórios jogados por ai… sempre com alguém legal para responder. Quem estréia a brincadeira é o escritor-músico-blogueiro-publicitário-twitteiro… Túlio Bragança. Atualmente ele vive em Buenos Aires… é redator e produtor da Fox Latina, mantém o blog Aires Buenos, e sempre está de olho no que rola em Curitiba. Sem contar que ele tinha (tinha?) uma das bandas mais espertas que surgiu na cidade… a Johnz (a letra de “Sobre Thaís” ainda ecoa em uns fones de ouvido por aqui…). Acabei de descobrir que é fã de gorgonzola…

 

seriados
Antes eram só minha paixão, agora também fazem parte do meu trabalho. Ser “obrigado” a ver The Office, Prison Break, Family Guy e Dexter não é nada ruim. Também não consigo mais viver sem Californication,  Flight of the Conchords e In Treatment. Existe muita coisa boa, que revolucionou a TV americana como Lost e 24 Horas, mas também tem muito lixo supervalorizado por aí. De qualquer maneira é ótimo perceber que séries como 9MM e Alice estão começando a aparecer na TV brasileira.

– britpop
Cada um vive uma onda musical para depois contar aos netos. O britpop foi a minha. De uma hora pra outra apareceram bandas que diziam tudo que eu sentia e bem naquela fase onde um adolescente procura algo para se identificar. Oasis, The Verve, Radiohead, Manic Street Preachers, Stereophonics, Doves, Blur, Cosmic Rough Riders, Travis, Charlatans, Hefner, Starsailor, entre outros,  falavam tudo que eu queria ouvir e de uma maneiras melódica sem uma rebeldia tão latente, o que fazia muito mais sentido para mim. Até hoje são minhas bandas favoritas. Fico feliz de ter sido um adolescente que viveu o Britpop no meio dos anos 90 e não um andrógeno de agora que vive o Emo.

–  uma saudade de curitiba
É demagogia dizer que sinto saudade de um lugar específico de Curitiba. Sinto falta sim das pessoas que construíam aquele microcosmo de cidade que eu vivia, a minha Curitiba. Principalmente meus amigos, mas também aquele mundo bandas que tanto via ao vivo e até mesmo o Miltinho do Bar do Pudim.


menos 1

26 out

 

salim, wonder, artur e caja

sabonetes: salim, wonder, artur e caja

E o Salim não é mais baixista dos Sabonetes… sua partida foi anunciada no blog da banda, dia 23. “… viver como músico, algo que aconteceu sem nenhum plano, um sonho distante, e que estava consumindo todas as minhas energias”.

Ele é um dos fundadores do grupo e continua com os Sabonetes até encontrarem seu substituto.

nuvens nas telas

26 out

depois eu falo mais sobre isso… por enquanto…

 

ruído/mm + stella-viva – wonka 24-10

25 out

(Dessa vez não tem foto nem vídeo, pode ser? nao fiz toda minha lição de casa…)

Pelo visto os shows voltaram a aparecer nas noites curitibanas… é para celebrar isso. Nos últimos tempos as apresentações de bandas de dentro e fora da cidade tinham minguado em nossas madrugadas… fora alguns casos no Era Só o que Faltava e mais constantemente no Sláinte…

Falo isso porque há uns 2 anos rolava até uma dúvida de onde ir e o que assistir (isso porque ainda achávamos bem “parada” a coisa…) aquele eixo da Trajano Reis (com o Motorrad, Retrô, Wonka, Pandora), fortalecido pelo Korova (em suas duas edições), James, 92 graus e Porão do Rock, tiravam nosso sono com uma variedade sonora bem bacana…

Aí parou…

Até agora…. Não estamos em nossa melhor fase (aliás, duvido até que há 2 anos tenha sido nossa “melhor fase”… mas o que não faltam são boas memórias daqueles anos), só que os bares da cidade voltaram a abrir espaço para os shows…. pouco a pouco. Ontem (24) o ruído/mm e a stella-viva tocaram no Wonka. Duas bandas que estão bem longe de ser pop, mas são acessíveis dentro de suas experimentações. O ruído/mm ganha terreno dentro e fora do país com uma sonoridade carregada de referências jogadas no inconsciente coletivo… e da forma mais orgânica possível. Se você acha que a brincadeira fica restrita somente ao primeiro disco da banda, “A Praia”, se engana. Eles resgatam o EP “Série Cinza” (2005?), e despejam rascunhos de novas composições… A melhor ainda é “Baixo & Guitarra”… a faixa mutante/espelho/clássica da banda. Uma música que vive em eterna mudança e transição e nunca será definitiva… quer entender a ruido/mm? Ouça as versões de “Baixo e Guitarra” (que rola até sem baixo!). Ela é o termômetro do ruído.  

Enquanto isso, a firmeza com que o Stella-Viva transmite sentimentos conta com um crescente coro em seus shows… fato que fica mais evidente ainda com a simpatia da banda e a total despretensão em seus “ismos”. As músicas ficam cada vez mais redondas, bem resolvidas e, ao mesmo tempo, abrem brechas para novos caminhos. Caminhos só deles, com características definidas na conquista de novos terrenos e ares individuais… Nessa história eles trabalham bem como guias. Chamam os fãs ao palco, são centrados no som e tornaram público os estudos para a produção do primeiro disco… se quiser acompanhar é só visitar o myspace da banda com certa freqüência. Ou correr para um show.