Archive | dezembro, 2009

#2 Marmita (the Carmem Miranda sextape)

29 dez

blindedbylasers.com

Não é que saiu a segunda edição da Marmita antes do ano novo.

Aquele esquema, seleção aleatória mas com um certo sentido. The Carmem Miranda Sextape. O princípio é o mesmo: mistura de podcast com mixtape. Você baixa o arquivo, joga para o player/cd/ipod e faz o que quiser… como deletar as locuções. A Marmita é sua e vamos aproveitar o sol e as noites quentes.

Já pode começar o download… aqui.

A primeira edição correu bem. Valeu pelas observações, críticas e elogios. Esta segunda veio com menos músicas para facilitar o download… e eu falei um pouco mais nas locuções. Só um pouquinho…

#2 Marmita (the Carmem Miranda sextape)

1 – Abertura
2 – Jorge Ben – Jazz Potatoes
3 – Jack Costanzo & His Orchestra – Peter Gunn Mambo
4 – Eduardo Araujo – Deixa de banca
5 – TV On The Radio – The Wrong Way
6 – Max de Castro – Stereo
7 – Orchestre Poly-Rythmo De Cotonou – Se Tche We Djo Mon
8 – The Heavy – How You Like Me Now?
9 – PowerSolo – Canned Love
10 – Tex Williams – Closer Closer Closer
11 – Gilberto Gil – Queremos Guerra (part. de Jorge Ben)
12 – Hercules and Love Affair – True False, Fake Real
13 – Locomia – Rumba, Samba, Mambo
14 – Ramsey Lewis – Do What You Wanna
15 – Encerramento

Agora só em 2010. =)

music go music – “just me” (video)

28 dez

listas…

28 dez

Ouié. Ainda no clima Rob Fleming =p

Pois é. Todo mundo falando dos discos da década, dos melhores de 2009, das promessas de 2010 e assim vai…

Eu decidi que não faria nada do tipo para o Subtropicália. Participei das listas do Scream & Yell, TramaVirtual e BloodyPop (ainda não publicada)… mas esqueci que não entrei em nenhuma eleição dos melhores discos internacionais de 2009. Vai por aqui mesmo. Antes, vou publicar minhas listas com os links para os resultados finais de cada eleição. Será bem difícil justificar as escolhas, mas o campo de comentários está ai para isso. Hey hou?

(mais uma vez, minha gente. São minhas listas enviadas para os sites! Não é o resultado final.)


Melhores da década (2000 a 2009) – para o Scream & Yell

DISCOS NACIONAIS

01. Mombojó – “Nadadenovo” (2004)
02. Curumin – “Japan Pop Show” (2008)
03. Hurtmold – “Hurtmold” (2007)
04. Guizado – “Punx” (2008)
05. Instituto – “Coleção Nacional” (2002)
06. ruído/mm – “A Praia” (2008)
07. Móveis Coloniais de Acajú – “Idem” (2005)
08. Otto – “Condom Black” (2001)
09. Cidadão Instigado – “E o Método Tufo de Experiência” (2005)
10. Céu – “CéU” (2007)

(o “Bloco do Eu Sozinho” ficou entre os 20 melhores =)

DISCOS INTERNACIONAIS

01. Radiohead – “In Rainbows” (2007)
02. TV On The Radio – “Desperate Youth, Blood Thirsty Babes” (2004)
03. The Strokes – “Is This It” (2001)
04. MGMT – “Oracular Spectacular” (2008)
05. Amy Winehouse – “Back To Black” (2006)
06. Animal Collective – “Merriweather Post Pavilion” (2009)
07. The Rapture – “Echoes” (2003)
08. The Go! Team – “Thunder, Lightning, Strike” (2004)
09. Yeah Yeah Yeahs – “Fever To Tell” (2003)
10. Arctic Monkeys – “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (2006)

O resultado final está aqui. Esqueça os top tops gringos. Como sempre o Scream & Yell mantém a variedade e democracia nas listas. Foram 68 participantes (jornalistas, músicos, produtores, personalidades, etc) e tem de tudo ali. Vale a pena dar uma passeada pelas listas individuais… e se você não gostou do resultado final, o Marcelo Costa (editor do S&Y) pode te explicar melhor.

Melhores discos nacionais de 2009 – para a TramaVirtual

01. Otto – “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos”
02. Céu – “Vagarosa”
03. Cassim & Barbária – “Cassim & Barbária” (EP)
04. Cidadão Instigado – “UHUU”
05. Banda Gentileza – “Banda Gentileza”
06. + 2 – “Imã”
07. Numismata – “Chorume”
08. Stela Campos – “Mustang Bar”
09. Erasmo Carlos – “Rock’n Roll”
10. Mallu Magalhães – “Mallu Magalhães”

… e o resultado final. Achei bem bacana, mesmo não tendo escutado alguns discos que entraram nos 10 +. Legal que eles também publicaram uma lista interna junto com a dos 20 e poucos participantes… A análise confere com esse momento que passamos na música brasileira (independente ou não). Quando falam que o “rock brasileiro precisa morrer”, apesar do radicalismo, não é uma afirmação de toda errada. Não é de hoje que acompanhamos trabalhos criativos e frescos de outras vertentes musicais. Samba, black music, regional, hip hop, eletrônico, ska, folk… mas o rock anda meio desanimado… mais do mesmo. Sinal dos tempos? Respeito e gosto dos trabalhos de muitas bandas por ai, mas com uma certa desconfiança. Vamos ver como eles serão assimilados em um futuro próximo.

Agora é esperar a lista da década feita pelo BloodyPop (a BR00, confere?). Foram 50 discos escolhidos… vai ser bonito de ver e relembrar.

Depois eu publico minha lista com os melhores discos internacionais de 2009. Mas você já deve ter uma idéia…

livro, filme, disco e lembrança

26 dez

Willie Dixon, Muddy Waters e Buddy Guy... lá por 1963

Clima de final de ano sempre pede algumas revisões. Normal… final de um ciclo. A gente acaba caindo nesses pensamentos entre um porre e outro de natal e reveillon…. diretrizes e avaliações que são esquecidas, mas ficam no ar durante 365 dias…

Tem uma passagem que me marcou bastante no “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby (ok, uma delas). O surtado Rob Fleming  decide reorganizar toda sua coleção de discos. O caminho seguido vai bem longe da ordem tradicional das coisas, baseadas no alfabeto, ano ou gênero… Ele resolve arrumar os álbuns pelo momento de sua compra. Uma revisão do passado para poder lembrar quem ele realmente é. Ou foi. A compra dos discos X, Y e Z. O que ele estava fazendo naquela época, quais eram suas perspectivas e tudo mais que possa dar o mínimo de conforto e individualidade a uma pessoa em crise. Super válido.

Lembrei disso esses dias… depois que assisti “Cadillac Records”. A história da Chess Records contada de forma bem honesta e que foge do climão biopic (que retrata um longo período histórico e acaba arrastando personagens dispensáveis por toda a trama). Dirigida por Darnell Martin, a fita segue os passos de Leonard Chess e Muddy Waters, interpretados por Adrien Brody e Jeffrey Wright, respectivamente. As duas figuras centrais da Chess Records (só não parei para pesquisar o motivo da ausência de Phil Chess no filme). Testemunhamos ainda o surgimento de nomes como Etta James, Howlin’ Wolf, Willie Dixon, Chuck Berry e até uma aparição relâmpago dos Stones. Um retrato bacana de uma das gravadoras pioneiras no mundo R’n’B.

Então… sobre a passagem dos discos do Rob Fleming (quase me perco).

Pega esse clima de final de ano, com um surto bem “flemingniano”, e a história da Chess Records… lembrei de “Folk Singer”. O primeiro LP que comprei na minha vida pós-infância-com-discos-da-xuxa-e-histórinhas-da-disney. Nunca conseguiria estabelecer uma ordem de aquisição dos meus álbuns, mas esse primeirão é marcante (assim como “Miles Ahead”, mas ai é outra história).

E eu nem tinha vitrola na época…

Passava longos períodos olhando as fotos da capa, imaginando o clima no estúdio, a pegada acústica e crua nos lamentos de Muddy. Foram longas horas ouvindo o disco somente pelas fotos. Eu era molecão… tinha acabado de entrar na faculdade e queria ouvir música de verdade. No vinil. Mesmo sem vitrola. A minha cópia é de 1988, lançada cinco anos após a morte de Muddy e bem longe do louco ano de 1963 (quando o disco foi gravado). Seu selo é daqueles poluídos e sem a menor elegância, encontrados em LPs lançados a partir dos anos 70. Detalhe; cheio de “eu te amo” escrito pelos dois lados (alguém se deu muito bem ouvindo suas nove faixas). Ai está o charme especial da minha edição; já veio com uma história paralela.

Eu sabia toda a ficha técnica dele, qual faixa não contava com a participação do jovem Buddy Guy, os detalhes da produção de Ralph Bass e do grandalhão Willie Dixon. Estava intrigado com o “folk” do nome e a história da lendária gravação no campo, feita em 1941 pelo folclorista Alan Lomax. Imagina como seriam esses registros?! Rústicos, vivos e o exato momento que McKinley Morganfield se tornou Muddy Waters. Nascido em 1915 e reconhecido por ser um dos primeiros nomes que chocou a audiência com blues elétrico. Ganhou os negros, brancos e foi um dos responsáveis pelo sucesso da invasão britânica nos anos 60 (quem você acha que foi a grande inspiração dos Rolling Stones?). Até resolver entrar no estúdio da Chess Records e chorar esse disco… acústico. Mostrou onde é que estavam as verdadeiras raízes da música norte-americana. O verdadeiro folk singer.

Um pouco disso tudo está lá em “Cadillac Records”. Vale muito mais do que a pipoca (até a Beyoncé está segurando bem sua atuação como a incontrolável Etta James… ainda mais nas gravações de “At Last!”. Sério…). Foi ótimo poder ver isso na telona e, de quebra, lembrar um pouco quem fui/sou e qual é uma de minhas origens.

Algumas paixões e fascínios escondidos… esqueça a motivação, o que interessa e a sensação despertada. Sempre é.

então é natal…

24 dez

#1 Marmita (chute no saco e dedo no olho)

14 dez

por blindedbylasers.com

Ela saiu do forno. Literalmente.

Esta no ar a primeira edição da Marmita. Uma espécie de podcast/mixtape bem malandra que eu vou começar a soltar de agora em diante. De verdade…  reunião de elegantes sons que estão perdidos pela internet. Tem de tudo… samba, soul, funk, eletrônico, afrobeat, alternativo e assim vai… e segue o princípio básico de toda boa marmita: é sagaz.

Passa para o iPod/mp3 player ou queima um cd… e cai pela cidade ouvindo. Com sol fica melhor ainda.

Bom apetite.

#1 Marmita (chute no saco e dedo no olho)

1 – Abertura
2 – Joe Willams With Thad Jones – Get Out Of My Life Woman
3 – Little Barrie – Free Salute
4 – Georgie Fame – In The Meantime
5 – The New Mastersounds – Tin Drum
6 – Fela Kuti – Swegbe and Pako
7 – C & C Music Factory – Things That Make You Go Hmmmm.
8 – Stereo Maracanã – Freestyle Love
9 – The Phenomenal Handclap Band – You’ll Disappear
10 -Troublemakers – Street Preacher
11 – Antônio Carlos e Jocafi – Simbarerê
12 – Os Diagonais – Novos planos para o verão
13 – El Guincho – Palmitos Park
14 – Passion Pit – The Reeling
15 – Ed Lincoln – Eu Nao Vou Mais
16 – Jackie Gleason – A Taste of Honey
17 – OK Go & Bonerama – It’s a Disaster
18 – Mundo Livre S/A – Pastilhas Coloridas
19 – James Brown – Coldblooded
20 – Carmem Miranda e Francisco Alves – Retiro da Saudade
21 – Encerramento

RJD2 – “1976” (video)

8 dez

…e esse verão que não sai?

(só pra lembrar que a Marmita ta quase pronta…)