Arquivo | maio, 2010

novo do arcade fire…

18 maio

em algumas semanas

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tame impala – “solitude is bliss” (video)

18 maio

Você achou mesmo que a revisão (nada de resgate) psicodélica era só uma fase… ? Dia 21 sai o primeiro disco da banda australiana Tame Impala, o álbum “Innerspeaker”. Segue o vídeo auto-apocalíptico da faixa “Solitude is Bliss”…

E o  melhor é que o stereogum acabou de liberar um remix dessa faixa feito pelo Mickey Moonlight (Ed Banger) (tipo… tudo o que o Kasabian sempre tentou fazer mas não conseguiu). Atualmente eles estão envolvidos com uma turnê de abertura dos shows do MGMT… vai vendo.

tambor emocional

16 maio

Que foda o show do Otto. Um terreiro pop para despacho emocional. Todo mundo torcendo para ele continuar com o coração partido e lançar outros vários discos com a mesma densidade de “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”. O homem perde alguns de seus principais valores na vida (mulher, parentes, prestígio, apoio…), chega ao fundo do poço e se descobre livre para poder cantar e rugir o que bem entender. O desapego canalizado no pandeiro invisível de Otto e suas composições. Ele continua o mesmo no palco, com o molejo do terreiro e as insistentes tentativas de comunicação com o público… mas tem o peito estufado de um homem que esteve na merda e superou tudo.

Otto vem bem acompanhado. Especialmente na apresentação de Curitiba (15/05) que contou com a participação de BNegão na faixa “Cuba” (deixando no chinelo as rimas de Chorão – ele mesmo – do disco “Condom Black”) e a seleção absurda de músicos em sua banda. Ecos de Nação Zumbi, 3namassa, Cidadão Instigado… Depois de testemunhar Fernando Catatau chorando com a guitarra no palco, eu mudei meu conceito de lamento na música. Vou pensar várias vezes antes de usar o termo em qualquer outro texto.

A carga emocional não é perdida quando eles resolvem resgatar alguns clássicos da carreira do galego de Olinda… com uma cara mais “intranquila”. Mesmo que seja a história chapada de uma menina, seu noivo e um baseado na praia.

festa americana: new kids on the block “please don’t go girl” (1988)

15 maio

the xx (coachella 2010)

6 maio

Era um dos shows que mais me preocupava… ao mesmo tempo em que estava super curioso. O que seriam das melancólicas batidas eletrônicas e tímidos vocais no meio daquela imensidão árida? Tadinhos… Também fui esperando uma performance mais blasé… mas até que não. Eles são super tímidos e estavam relativamente nervosos com o tamanho do público presente… Todo esse meu “preparo psicológico” ajudou para que eu curtisse (e muito) o show. Eles não se perderam no palco, seguraram a onda interagindo com a molecada e foram acompanhados por um respeitoso coro que sussurrava as músicas… Só um maldito ruído dos amplificadores que atrapalhou tudo. Mas ai não é culpa deles e nem estava nas minhas expectativas negativas. A apresentação aconteceu ao entardecer de sábado… horário nobre do Coachella (já falei sobre o pôr-do-sol de lá?). Coro do público, Jay-Z e Beyonce com os fotógrafos, fogo no palco principal e eles ali… desse jeitinho.

O video de “Islands” foi lançado na semana seguinte…

coachella 2010 (sobre pessoas no deserto)

6 maio

Faz anos que eu escuto histórias sobre o Coachella. Leio mais do que escuto, já que conheço alguns poucos que se aventuraram pelo deserto californiano em busca de três dias de música, arte, sexo, drogas, liberdade, cervejas, água, margaritas, calor e pessoas. Muitas pessoas. Para encarar a maratona de mais de cem apresentações, você tem que gostar delas. Seres humanos de todos os tipos… dos hippies fora de época, passando pela playboyzada de O.C. (eles existem), turistas, crianças, idosos, perdidos, modernos, normais… Mais de 225 mil espectadores contribuindo com um faturamento de 20 milhões de dólares. O papo nas rodinhas de americanos era o aumento de público, das filas, hotéis e estacionamentos lotados, congestionamentos… Se você me perguntar uma definição rápida sobre o Coachella, é isso que eu posso dizer; um festival para pessoas e sobre elas. Esqueça as bandas… (por enquanto).

Mas não é justamente por isso que os festivais foram criados? Sim, mas em algum momento da história nós esquecemos desse detalhe. Pelo menos aqui no Brasil. Antes era sobre “paz e amor” e o descobrimento da cultura jovem… agora, é o “estar ali”. Simplesmente isso. Em tempos de MP3, youtube e transmissões on line… isso é raro e é o charme da trip. O verdadeiro festival é o que te oferece a oportunidade de participar, mesmo que você não esteja na frente do palco. A foto que abre o post foi tirada em um dos jardins para o consumo alcoolico. Entre dois palcos e sem a menor visibilidade do que acontecia por todo o Empire Polo Club, em Indio. Precisava de mais? Sim, com certeza eu perdi muita coisa enquanto tirei essa foto tomando uma cerveja, mas estava no clima. E é esse “clima” a grande sacada do Coachella Valley Music & Arts Festival.

Foi meu terceiro festival gringo… e o mais impressionante de todos. Talvez seja a vibe californiana, a nostalgia na escalação do line up ou o fato de estar no meio do deserto. Rodeado por palmeiras e montanhas que podiam ser tocadas e tinham neve no topo. Além das obras de arte espalhadas por todos os lados, interagindo contigo e disputando a atenção com as bandas. Tipo isso aqui… no meio do show do Thom Yorke:

O Coachella é um festival que bate certinho com a forma como escutamos música hoje. Acostumados com MP3, iPods, discos vazados e por ai vai. Parece um shuffle ao vivo. Várias atrações divididas em cinco palcos e a coisa mais normal que se via por lá eram os congestionamentos entre eles. Ninguém se importava em pegar um show pela metade ou sair depois de algumas músicas. Parece muito com esse novo costume que temos de adiantar as faixas ou trocá-las antes de seu final. Falta paciência musical para os ouvidos do público, mas sobra disposição e mente aberta para o novo. Não tem como não aproveitar.

congestionamentos, skyline de balões e tem até o Wally ai no meio... achou?

Mesmo assim é complicado. Eu deixei de ver muitos shows em função de outros… e valeu. Não vou falar  de uma vez sobre as apresentações que mais curti… vou soltar em pequenos posts espalhados pela semana. Mas dá para fazer um resumão de alguns destaques:

– boas-vindas com The Specials… depois de todo o stress de congestionamentos, filas e aglomerações. Um brinde.

Jay-Z é gigante nos Estados Unidos. Foi uma apresentação “histórica”, segundo alguns, e sua áurea permaneceu durante os três dias de festival. Através de piadinhas e comentários nos palcos e de sua presença, ao lado da esposa (Beyoncé), em algumas apresentações (viram o show do The XX no espaço dos fotógrafos).

– Vou parar de falar mal do Them Crooked Vultures. Como era mais do que esperado o show é uma pedrada. A banda dos sonhos de Josh Homme. Mas o disco ainda me decepciona.

Faith no More foi lindo… mais um nome reforçando o caráter nostálgico-noventista do lineup de 2010.

– Achei o show do Vampire Weekend bem fraquinho… esperava mais pelo tanto que falam. Show comportado e alinhado… parecia uma foto de divulgação feita em estúdio.

Grizzly Bear sim, fica ainda mais incrível ao vivo.

– uma pena terem marcado o show de Gil Scott-Heron para a tarde do primeiro dia, sexta-feira. Alguns momentos de introspecção não bateram com o clima da maioria presente e empolgada com as primeiras horas do festival… triste.

De La Soul em uma linda e ensolarada tarde de domingo…

Lista de shows que perdi (pelo menos os que eu estava me organizando para assistir)…

– She & Him, Fever Ray, Ra Ra Riot, Yeasayer, Tokyo Police Club, White Rabbits, Girls, Dirty Projectors, Beach House, Camera Obscura, Jonsi, Deerhunter, Sly Stone, King Khan And The Shrines…

o resto não importa.

Próximos posts com os shows =)

festa americana: apache indian – “boom shack-a-lak”

5 maio

1993