Archive | setembro, 2010

recife

23 set

férias. estou perdido pela capital pernambucana (junto com minha adolescência)…

e amanhã começa o…

depois eu conto

=)

machismo sentimental

23 set

Ele voltou. Semana passada, Giancarlo Rufatto lançou mais um disco virtual e mantém o ritmo intenso de registros independentes fazendo o uso correto das atuais ferramentas disponíveis. Sem o mimimi de quem espera soluções caírem do céu. Ainda estou ouvindo o disco com calma e aproveitando cada imperfeição que faz parte do universo urbano-sentimental (e estabanado) de suas composições. De cara dá para notar que em “Machismo”, Rufatto só reafirma como fica à vontade nesse clima de gravações caseiras, arranjos simples e letras bem espertas com dilemas universais do homem moderno (olha o Lovecast ai, gente!). Ouça o disco com atenção e se identifique com suas histórias… ou só deixa ele tocando de fundo e se surpreenda aos poucos.

Giancarlo Rufatto – “Machismo”

miles e betty (e jimi?)

22 set

Aliás… sobre a possível parceria entre Miles Davis e Jimi Hendrix, esbarrei com esse artigo do The Guardian publicado no começo do mês. Fala dos trabalhos de Betty Davis (talvez, a esposa mais importante de Miles), sua influência no início da fase fusion do músico e no nascimento do clássico “Bitches Brew”… além das suspeitas de um possível caso amoroso entre Betty e… Jimi Hendrix.

The subsequent They Say I’m Different and Nasty Gal likewise presented her as a proud, predatory woman beholden to no man with cuts including “If I’m in Luck I Might Get Picked Up”, “He Was a Big Freak” and “Nasty Gal”, the last declaring: “You dragged my name in the mud… but I used to leave you hanging in bed by your fingernails.” There has been a widespread assumption that Betty’s songs referred to her ex-husband (or to Hendrix) but she claims she was merely “exercising my creativity”.

miles davis & john lee hooker

22 set

Não preciso falar mais nada… parceria de Miles Davis e John Lee Hooker em 1990 (acompanhados por Taj Mahal e Roy Rogers). ponto.

é a trilha do filme “The Hot Spot” dirigido por Dennis Hopper (saiu aqui no Brasil como “The Hot Spot – um local muito quente”… pfff). Faz alguns anos que eu baixei essa trilha e demorei para assimilar o som. Achei estranho… não curto muito essa última fase do Miles (mais elétrica e viajada), mas é um dueto que não pode ser ignorado. Ouça muito… vale a pena.

E pensar que poderia ter acontecido uma parceria entre Miles Davis e Jimi Hendrix…

a juventude do beijo aa força

21 set

Esses dias eu estava conversando com o Ferreira (Beijo AA Força, Maxixe Machine) e ele lembrou essa história…

O ano era 1984 e o Beijo AA Força abria uma apresentação do Legião Urbana em Curitiba… lá na Fábrica. A banda tinha pouco mais de um ano de estrada e encarava um público formado por integrantes dos Titãs, Paralamas e outros grandes nomes da época que estavam na cidade para um festival marcado para o dia seguinte. Graças a uma forcinha do público e músicos, o BAAF também entrou no line up desse festival…

O melhor é a história do show de estréia deles… no Clube Operário, com 2 mil metaleiros presentes ouvindo o trabalho autoral do BAAF que cutucava o punk/hard core/new wave. O grupo sobreviveu… e um ano depois dividia o palco com Renato Russo e cia:

(O mais engraçado é que só foi registrado o show do BAAF… nada do Legião pelo You Tube =p)

aqui você encontra a playlist completa com os vídeos da apresentação

NEP: festas cruzando os mares

20 set

Falei sobre a iniciativa da Smirnoff em um post na semana passada, e aqui vamos com mais algumas novidades sobre o Nightlife Exchange Project… o intercâmbio planetário de baladas. São 14 países envolvidos no projeto que participarão de um verdadeiro troca-troca de festas no dia 27 de novembro… ou seja, a turma dos EUA pode receber uma balada da Tailândia, Grã Bretanha da Argentina, Austrália e Brasil… e por ai vai com o Canadá, Alemanha, Índia, Irlanda, Líbano, Polônia, África do Sul, Líbano e Venezuela. Tudo comandado pelo universo virtual e as redes sociais… a idéia agora é contar com a participação do público para eleger qual é a balada ideal de seu país que merece estar no container e irá cruzar os mares até alguma cidade-irmã. Ai é contigo… você entra na página do projeto no Facebook e participa dessa grande rede de contatos e sugestões sobre a nightlife mundial. Nada muito complicado… pode ser um drink, comida, música, luzes, atitudes, pirações, roupas… não importa. Bate com aquele conceito “Be There” levantado pela campanha… um mero detalhe pode tornar a balada inesquecível.

Como eu passei a semana envolvido com a pesquisa sobre os 40 anos de baladas em Curitiba (novidades em breve =), vou mandar minhas sugestões curitibanas que poderiam estar no conteiner para o mundo conferir:

(mas faz assim antes… primeiro você passa no Bar do Pudim e come um pão com bolinho. Depois toma uma cerveja na calçada d’O Torto e ai cai para a…)

1 – Cambalacho (DJ Anaum e Jeff Bass)

Nosso histórico de baladas voltadas para a boa e velha black music é bem bacana. A Cambalacho é a única que se mantém e uma das mais importantes das pistas curitibanas. Anaum e Jeff Bass conseguiram levar a mistura sonora para um outro nível e assumiram o verdadeiro sentido do nome da festa; é uma grande mistureba bem malandra e brasilera. Tem identidade super forte e caminha numa boa entre o hip hop, beats, grooves, samba e a música eletrônica. Acontece todos os domingos lá no Kubrick.

2 – Batalha de iPod

foto: Luizo Cavet

Tá certo que esse não é um formato novo ou com a cara da Curitiba. Mas tenho certeza que a forma como ele é feito aqui nos pinheirais pode deixar muito gringo com inveja. Uma das noites mais infames da cidade que acontece no James. São 8 equipes em duelos musicais que fazem de tudo para disputa a atenção do público. Já rolou até sangue… de verdade. São  improváveis escolhas musicais que contam com a sorte o tempo todo. Não tem fórmula ou alguma manha para levar o caneco. Na mesma noite você pode ouvir Lady Gaga, Ace of Base, Motorhead, Strokes, Rebolation, Bon Jovi, Luis Caldas, Technotronic e assim segue a festa. O público no comando da pista.

3 – Gente Boa da Melhor Qualidade

foto: Éder Mochi

Gente Boa da Melhor Qualidade é garantia de pista cheia, samba e história. Taí uma iniciativa com a cara da cidade; um bando de músicos curitibanos/polacos de diferentes áreas (e roqueiros!) resgatando a obra de Adoniran Barbosa, Noel Rosa, Cartola, Silvio Caldas e mais alguns eternos nomes do samba. São versões sagazes em clima de boteco… que as vezes até podem cair para o funk carioca.

e ai? qual é a sua sugestão? é só clicar aqui e participar!

novas dos copas

14 set

No final de agosto o Copacabana Club peitou o público e fez um show de quase 2 horas em Curitiba… ou seja, o setlist veio com todas as músicas que estarão no primeiro disco deles + bônus.

Talvez tenha sido o show mais longo da banda… mas foi um belo teste de repertório e público. A prévia do que vem pela frente você pode conferir nos vídeos. As composições grudentas continuam e aumentam as brincadeiras com outras sonoridades e influências (ainda bem)… “Darling” e “Pas Toujours” tão bem fodonas.

“Backyards”

“Darling”

“Pas Toujour”

e a nova versão de “60’s Sensation”

“Tropical Spalsh”, o primeiro disco dos Copas, sai ainda esse ano…