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o lamento de bessie

8 dez

Maravilhas que só o youtube  traz para você. Eu já twitei esse vídeo, mas ele merece um post; “St. Louis Blues” de 1929, o único filme de Bessie Smith e uma das primeiras produções com som da época. Inspirado na composição homônima que retrata  o lamento de um coração partido no meio do gueto, conta com participação da Fletcher Henderson’s Orchestra e a sensação de se aproximar um pouco mais desse distante universo.

Bessie Smith foi a artista negra mais bem paga nos anos 20. E a primeira. Era chamada de “The Empress of the Blues”, dividia o palco com Louis Armstrong, cantava músicas de Alberta Hunter e tinha todo o respeito e prestígio da Columbia… mas teve uma vida bem complicada… o que acabou se tornando uma constante na trajetória de boa parte das divas do blues e jazz que vieram na sequência (Billie Holiday e Etta James que o digam). Desencontros amorosos em dobro com sua bissexualidade, uma carreira meteórica e curta e a morte no anonimato, oito anos depois do lançamento desse filme. Bem na época em que ela planejava o retorno aos palcos. Tudo isso pode parecer cliché, mas como eu disse… ela foi a primeira.

Agora é dar play… são 15 minutos que valem muito mais do que você imagina.

“St. Louis Blues” Parte 1

“St. Louis Blues” Parte 2

Warpaint – “Billie Holiday” (video)

4 dez

oi… sexta-feira nublada.

Mais Holiday…

18 jul
NYC, 1943. Foto de Gjon Mili

NYC, 1943. Foto de Gjon Mili

Na quinta-feira, o programa conduzido por Leonard Lopate para a WNYC (rádio pública nova-iorquina) recebeu a visita do crítico alemão e diretor do Rutgers University’s Institute of Jazz Studies, Dan Morgenstern. O papo era Billie Holiday, óbvio, e é meio obrigatório para entender sua importância hoje e sempre. Só clicar aqui.

Presta atenção na forma como colocam suas lembranças e relatos pessoais na conversa, junto com toda uma reflexão atual sobre a vida de Billie.

50 anos sem Billie

18 jul

Dia 17 de julho de 2009. Meio século sem Lady Day…

Vida conturbada… voz doce. Isso sempre me intrigou em seu trabalho. A forma como conduzia sua vida, desamores e o péssimo habito de escolher péssimos homens. A infância traumática e a passagem pelo mundo sem ter muita noção do que estava acontecendo. Enquanto isso ela praticamente flutuava pelo palco. Universo paralelo. Faz uma falta…