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a juventude do beijo aa força

21 set

Esses dias eu estava conversando com o Ferreira (Beijo AA Força, Maxixe Machine) e ele lembrou essa história…

O ano era 1984 e o Beijo AA Força abria uma apresentação do Legião Urbana em Curitiba… lá na Fábrica. A banda tinha pouco mais de um ano de estrada e encarava um público formado por integrantes dos Titãs, Paralamas e outros grandes nomes da época que estavam na cidade para um festival marcado para o dia seguinte. Graças a uma forcinha do público e músicos, o BAAF também entrou no line up desse festival…

O melhor é a história do show de estréia deles… no Clube Operário, com 2 mil metaleiros presentes ouvindo o trabalho autoral do BAAF que cutucava o punk/hard core/new wave. O grupo sobreviveu… e um ano depois dividia o palco com Renato Russo e cia:

(O mais engraçado é que só foi registrado o show do BAAF… nada do Legião pelo You Tube =p)

aqui você encontra a playlist completa com os vídeos da apresentação

NEP: festas cruzando os mares

20 set

Falei sobre a iniciativa da Smirnoff em um post na semana passada, e aqui vamos com mais algumas novidades sobre o Nightlife Exchange Project… o intercâmbio planetário de baladas. São 14 países envolvidos no projeto que participarão de um verdadeiro troca-troca de festas no dia 27 de novembro… ou seja, a turma dos EUA pode receber uma balada da Tailândia, Grã Bretanha da Argentina, Austrália e Brasil… e por ai vai com o Canadá, Alemanha, Índia, Irlanda, Líbano, Polônia, África do Sul, Líbano e Venezuela. Tudo comandado pelo universo virtual e as redes sociais… a idéia agora é contar com a participação do público para eleger qual é a balada ideal de seu país que merece estar no container e irá cruzar os mares até alguma cidade-irmã. Ai é contigo… você entra na página do projeto no Facebook e participa dessa grande rede de contatos e sugestões sobre a nightlife mundial. Nada muito complicado… pode ser um drink, comida, música, luzes, atitudes, pirações, roupas… não importa. Bate com aquele conceito “Be There” levantado pela campanha… um mero detalhe pode tornar a balada inesquecível.

Como eu passei a semana envolvido com a pesquisa sobre os 40 anos de baladas em Curitiba (novidades em breve =), vou mandar minhas sugestões curitibanas que poderiam estar no conteiner para o mundo conferir:

(mas faz assim antes… primeiro você passa no Bar do Pudim e come um pão com bolinho. Depois toma uma cerveja na calçada d’O Torto e ai cai para a…)

1 – Cambalacho (DJ Anaum e Jeff Bass)

Nosso histórico de baladas voltadas para a boa e velha black music é bem bacana. A Cambalacho é a única que se mantém e uma das mais importantes das pistas curitibanas. Anaum e Jeff Bass conseguiram levar a mistura sonora para um outro nível e assumiram o verdadeiro sentido do nome da festa; é uma grande mistureba bem malandra e brasilera. Tem identidade super forte e caminha numa boa entre o hip hop, beats, grooves, samba e a música eletrônica. Acontece todos os domingos lá no Kubrick.

2 – Batalha de iPod

foto: Luizo Cavet

Tá certo que esse não é um formato novo ou com a cara da Curitiba. Mas tenho certeza que a forma como ele é feito aqui nos pinheirais pode deixar muito gringo com inveja. Uma das noites mais infames da cidade que acontece no James. São 8 equipes em duelos musicais que fazem de tudo para disputa a atenção do público. Já rolou até sangue… de verdade. São  improváveis escolhas musicais que contam com a sorte o tempo todo. Não tem fórmula ou alguma manha para levar o caneco. Na mesma noite você pode ouvir Lady Gaga, Ace of Base, Motorhead, Strokes, Rebolation, Bon Jovi, Luis Caldas, Technotronic e assim segue a festa. O público no comando da pista.

3 – Gente Boa da Melhor Qualidade

foto: Éder Mochi

Gente Boa da Melhor Qualidade é garantia de pista cheia, samba e história. Taí uma iniciativa com a cara da cidade; um bando de músicos curitibanos/polacos de diferentes áreas (e roqueiros!) resgatando a obra de Adoniran Barbosa, Noel Rosa, Cartola, Silvio Caldas e mais alguns eternos nomes do samba. São versões sagazes em clima de boteco… que as vezes até podem cair para o funk carioca.

e ai? qual é a sua sugestão? é só clicar aqui e participar!

novas dos copas

14 set

No final de agosto o Copacabana Club peitou o público e fez um show de quase 2 horas em Curitiba… ou seja, o setlist veio com todas as músicas que estarão no primeiro disco deles + bônus.

Talvez tenha sido o show mais longo da banda… mas foi um belo teste de repertório e público. A prévia do que vem pela frente você pode conferir nos vídeos. As composições grudentas continuam e aumentam as brincadeiras com outras sonoridades e influências (ainda bem)… “Darling” e “Pas Toujours” tão bem fodonas.

“Backyards”

“Darling”

“Pas Toujour”

e a nova versão de “60’s Sensation”

“Tropical Spalsh”, o primeiro disco dos Copas, sai ainda esse ano…

nightlife experience em curitiba

13 set

é, minha gente…

A Smirnoff se prepara para lançar um projeto bem legal sobre a vida noturna mundial… é o Smirnoff Nightlife Experience (NEP)… e sim, Curitiba estará lá.

Não é de hoje que eles apostam pesado nessa fatia de mercado e ainda vem coisa grande pela frente… por enquanto ficamos com o projeto de exposição virtual que está sendo armado e contará com minha participação em sua formatação.

A idéia é a criação de um grande banco de dados com registros e informações sobre os últimos 40 anos de vida noturna em diversas cidades espalhadas pelo planeta. A pesquisa sobre as baladas de Curitiba você encontra aqui no Subtropicália e nas redes sociais… Aguarde que até o final do ano vou publicar informações sobre as festas das décadas de 70, 80, 90 e 00… ou seja, vamos falar d’A Chave, hi-fi, porões… até Lady Gaga.

Como é uma série de postagens patrocinadas eu vou deixar o NEP no título de cada nota… ai o jogo fica bem limpo entre nós. Combinado?

agora eu volto ali para o container… mas essa semana já começa a movimentação por aqui!

tambor emocional

16 maio

Que foda o show do Otto. Um terreiro pop para despacho emocional. Todo mundo torcendo para ele continuar com o coração partido e lançar outros vários discos com a mesma densidade de “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”. O homem perde alguns de seus principais valores na vida (mulher, parentes, prestígio, apoio…), chega ao fundo do poço e se descobre livre para poder cantar e rugir o que bem entender. O desapego canalizado no pandeiro invisível de Otto e suas composições. Ele continua o mesmo no palco, com o molejo do terreiro e as insistentes tentativas de comunicação com o público… mas tem o peito estufado de um homem que esteve na merda e superou tudo.

Otto vem bem acompanhado. Especialmente na apresentação de Curitiba (15/05) que contou com a participação de BNegão na faixa “Cuba” (deixando no chinelo as rimas de Chorão – ele mesmo – do disco “Condom Black”) e a seleção absurda de músicos em sua banda. Ecos de Nação Zumbi, 3namassa, Cidadão Instigado… Depois de testemunhar Fernando Catatau chorando com a guitarra no palco, eu mudei meu conceito de lamento na música. Vou pensar várias vezes antes de usar o termo em qualquer outro texto.

A carga emocional não é perdida quando eles resolvem resgatar alguns clássicos da carreira do galego de Olinda… com uma cara mais “intranquila”. Mesmo que seja a história chapada de uma menina, seu noivo e um baseado na praia.

clima gentil

1 dez

foto de @sofiagollnick

Sabe aquela brincadeira de “chuva e sol / casamento de espanhol – sol e chuva / casamento de viúva”? Pois é, pena que não rima com “lançamento do disco da Banda Gentileza“.

Tudo certo para o debut do álbum no sábado. Um belo piquenique em um casarão (casinha!) super astral próximo ao centro. Mais charmoso impossível. A chuva – que começou na sexta e durou até a noite de sábado – não foi convidada e chegou de penetra. Estamos em Curitiba, certo? Perto da hora marcada para o início do show, Heitor e Emílio estavam no palco que ficava nos fundos do terreno alagado… ao lado de amplificadores desligados cobertos por plásticos. Sozinhos. A cena dava dó.

Saí de lá pensando em várias ironias e sacadinhas relacionando o clima de Curitiba com o tipo de som inusitado da Gentileza. Não combinam mas sobrevivem em uma relação de simbiose. Todos saem ganhando. Passei o resto do dia com isso na cabeça… imaginando como seria a apresentação. O playlist seguindo o clima do disco e misturando músicas antigas com as inéditas. Novos arranjos e posturas no palco. Mais unido… com um sentido na babel sonora da Gentileza. Uma introdução ideal para quem não conhece o som.

Sim, estou falando do disco e do show imaginado.

E como rolou pilantragem da cidade chuvosa, a Gentileza deu o troco no dia seguinte. “Hoje sou bem-vindo / E a bagunça não vai reparar / Hoje é domingo, o céu já abriu…” A música do dia era “33B”.

foto de @sofiagollnick

Final de tarde preguiçoso, solzinho agradável, grama, formigas… as pessoas chegavam movidas por mensagens de celular, tweets, orkut e o tradicional boca a boca. Familiares, tias corujas, amigos, crianças, fãs da banda e curiosos. Não tem como dar errado.

Assim foi o lançamento do primeiro disco da Banda Gentileza em Curitiba. Nos fundos de uma casinha, em uma espécie de caixinha de música (daquelas que você abre e começa uma canção de ninar), com ares de coreto. Um teatro de bonecos musical. Pessoas sentadas em uma tenda localizada na frente do palco. Um gramadão… e mais gente em pé.

Com toda a correria de gravação do primeiro disco (que conta com a produção de Plínio Profeta), a Banda Gentileza encontrou um ponto comum em suas músicas; a irreverência e as composições. São causos inocentes, entrelaçados por jogos de palavras e corações partidos que acompanham o grupo desde o início. O resto é pura audácia. A variedade sonora jogada nas doze faixas pode não ser muito bem vista por alguns, já que os músicos não poupam esforços em sair do samba para a polka, valsa, rock, sons ciganos e assim vai… se você for um desses, vai assimilar o disco como uma reunião de canções, não necessariamente um álbum. Um mero registro bem feito. Será? Tem o outro lado… quem se importa com essas regras atualmente? Voltamos a era do single e as amarras do “conceito” em um “álbum” já se foram. A brecha que o grupo precisava para atingir novos públicos e escolher tranquilamente os futuros rumos musicais está aberta. Basta a identificação com uma música que você tem a dedicação de um novo fã. Mas essa teoria toda só funciona com o disco… o show é outra história… é vivo e te prende. Piadinhas, dancinhas e um som alto e bem tocado. As passagens e mudanças de estilos seguem de forma mais natural. Vendo a Gentileza no palco fica fácil entender seu mundo. Só assistindo mesmo…

Ainda não encontrei vídeos do piquenique (alguém?)… mas já que estamos no clima (e eu não tinha falado nada sobre o lançamento do disco) vale colar esse vídeo lindão feito pelo pessoal do Tubo de Ensaio da Destilaria TV. A idéia é mais ou menos a mesma… só troca o piquenique por feijoada e coloca familiares cantando:

novo ep do hotel avenida

26 out

hotel-avenida-ep

E aqui estamos nós na rede de blogs e sites organizada pelo pessoal do Hotel Avenida para divulgar seu mais recente trabalho. Ta vendo? Não precisa reclamar muito de complicações com divulgação… é só ter boas idéias. Basta clicar aqui (ou na imagem) e baixar o disco lançado hoje. Pronto.

Mais um EP que ganha formato físico e virtual… mas que segue uma proposta acústica. Nada distante da linha utilizada pela banda, um encontro de gerações curitibanas bem interessante, capitaneado por Giancarlo Rufatto e Ivan Santos, ao lado de Carlão Zubek, Allan Yokohama, Igor Ribeiro e Eduardo Patrício.

Lá está a verdade crua na faixa “Zelo”, a inocente e ensolarada “Um Centavo”, junto com “Só o amor pode partir seus joelhos” e “Nas profundezas do coração do fundo do copo”. Com esses dois últimos títulos eu deixo minhas comparações de lado e dou espaço para a surpresa. Chutei a casinha. Detalhe na refinada escolha de versões usadas (um tapa de luva bem humorado na ditadura dos covers… hum….), com novas roupagens para “Nuvens de Lágrimas”, registrada por Roberta Miranda e Fafá de Belém (aham) e “Meu Abismo, Meu Abrigo” do Lobão.

Sexta-feira (30) eles tocam no Jokers, junto com o Plêiade.