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tambor emocional

16 maio

Que foda o show do Otto. Um terreiro pop para despacho emocional. Todo mundo torcendo para ele continuar com o coração partido e lançar outros vários discos com a mesma densidade de “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”. O homem perde alguns de seus principais valores na vida (mulher, parentes, prestígio, apoio…), chega ao fundo do poço e se descobre livre para poder cantar e rugir o que bem entender. O desapego canalizado no pandeiro invisível de Otto e suas composições. Ele continua o mesmo no palco, com o molejo do terreiro e as insistentes tentativas de comunicação com o público… mas tem o peito estufado de um homem que esteve na merda e superou tudo.

Otto vem bem acompanhado. Especialmente na apresentação de Curitiba (15/05) que contou com a participação de BNegão na faixa “Cuba” (deixando no chinelo as rimas de Chorão – ele mesmo – do disco “Condom Black”) e a seleção absurda de músicos em sua banda. Ecos de Nação Zumbi, 3namassa, Cidadão Instigado… Depois de testemunhar Fernando Catatau chorando com a guitarra no palco, eu mudei meu conceito de lamento na música. Vou pensar várias vezes antes de usar o termo em qualquer outro texto.

A carga emocional não é perdida quando eles resolvem resgatar alguns clássicos da carreira do galego de Olinda… com uma cara mais “intranquila”. Mesmo que seja a história chapada de uma menina, seu noivo e um baseado na praia.

listas…

28 dez

Ouié. Ainda no clima Rob Fleming =p

Pois é. Todo mundo falando dos discos da década, dos melhores de 2009, das promessas de 2010 e assim vai…

Eu decidi que não faria nada do tipo para o Subtropicália. Participei das listas do Scream & Yell, TramaVirtual e BloodyPop (ainda não publicada)… mas esqueci que não entrei em nenhuma eleição dos melhores discos internacionais de 2009. Vai por aqui mesmo. Antes, vou publicar minhas listas com os links para os resultados finais de cada eleição. Será bem difícil justificar as escolhas, mas o campo de comentários está ai para isso. Hey hou?

(mais uma vez, minha gente. São minhas listas enviadas para os sites! Não é o resultado final.)


Melhores da década (2000 a 2009) – para o Scream & Yell

DISCOS NACIONAIS

01. Mombojó – “Nadadenovo” (2004)
02. Curumin – “Japan Pop Show” (2008)
03. Hurtmold – “Hurtmold” (2007)
04. Guizado – “Punx” (2008)
05. Instituto – “Coleção Nacional” (2002)
06. ruído/mm – “A Praia” (2008)
07. Móveis Coloniais de Acajú – “Idem” (2005)
08. Otto – “Condom Black” (2001)
09. Cidadão Instigado – “E o Método Tufo de Experiência” (2005)
10. Céu – “CéU” (2007)

(o “Bloco do Eu Sozinho” ficou entre os 20 melhores =)

DISCOS INTERNACIONAIS

01. Radiohead – “In Rainbows” (2007)
02. TV On The Radio – “Desperate Youth, Blood Thirsty Babes” (2004)
03. The Strokes – “Is This It” (2001)
04. MGMT – “Oracular Spectacular” (2008)
05. Amy Winehouse – “Back To Black” (2006)
06. Animal Collective – “Merriweather Post Pavilion” (2009)
07. The Rapture – “Echoes” (2003)
08. The Go! Team – “Thunder, Lightning, Strike” (2004)
09. Yeah Yeah Yeahs – “Fever To Tell” (2003)
10. Arctic Monkeys – “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (2006)

O resultado final está aqui. Esqueça os top tops gringos. Como sempre o Scream & Yell mantém a variedade e democracia nas listas. Foram 68 participantes (jornalistas, músicos, produtores, personalidades, etc) e tem de tudo ali. Vale a pena dar uma passeada pelas listas individuais… e se você não gostou do resultado final, o Marcelo Costa (editor do S&Y) pode te explicar melhor.

Melhores discos nacionais de 2009 – para a TramaVirtual

01. Otto – “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos”
02. Céu – “Vagarosa”
03. Cassim & Barbária – “Cassim & Barbária” (EP)
04. Cidadão Instigado – “UHUU”
05. Banda Gentileza – “Banda Gentileza”
06. + 2 – “Imã”
07. Numismata – “Chorume”
08. Stela Campos – “Mustang Bar”
09. Erasmo Carlos – “Rock’n Roll”
10. Mallu Magalhães – “Mallu Magalhães”

… e o resultado final. Achei bem bacana, mesmo não tendo escutado alguns discos que entraram nos 10 +. Legal que eles também publicaram uma lista interna junto com a dos 20 e poucos participantes… A análise confere com esse momento que passamos na música brasileira (independente ou não). Quando falam que o “rock brasileiro precisa morrer”, apesar do radicalismo, não é uma afirmação de toda errada. Não é de hoje que acompanhamos trabalhos criativos e frescos de outras vertentes musicais. Samba, black music, regional, hip hop, eletrônico, ska, folk… mas o rock anda meio desanimado… mais do mesmo. Sinal dos tempos? Respeito e gosto dos trabalhos de muitas bandas por ai, mas com uma certa desconfiança. Vamos ver como eles serão assimilados em um futuro próximo.

Agora é esperar a lista da década feita pelo BloodyPop (a BR00, confere?). Foram 50 discos escolhidos… vai ser bonito de ver e relembrar.

Depois eu publico minha lista com os melhores discos internacionais de 2009. Mas você já deve ter uma idéia…

mais Wax Poetic…

11 fev

tão achando que é brincadeira? hein?


Humaitá Pra Peixe 2009

… e para entender melhor o universo dos caras… segue uma espécie de EPK deles (com cenas do show do  Otto em Montreux)

release: Wax Poetic e Otto | Curitiba

10 fev

 

São raros os projetos que conseguem agregar diferentes vertentes artísticas de uma maneira que faça muito sentido. Daquelas iniciativas que quando você tem contato pela primeira vez, depois a segunda, terceira…  ainda se pergunta como nunca ninguém tinha pensado nisso antes.

Wax Poetic surgiu em Nova York em 1997, fruto da cabeça do músico e agitador cultural Ilham Ersahin. Nascido na Turquia e influenciado pelo jazz, ele conseguiu visualizar a união e plena convivência entre jazzistas, produtores de música eletrônica e artistas digitais, roqueiros, e a turma do hip hop. Ai mora o grande segredo deste projeto; a facilidade de passear por gêneros, línguas e batidas em suas longas apresentações. Uma jam session por noite e a possibilidade de novas descobertas e surpresas… como se fosse um set de “discotecagem instrumental”.

Essa liberdade artística do grupo possibilitou sua consolidação no cenário nova-iorquino, e os encontros semanais de jams ganharam um local definitivo com a criação do Nublu Club. Local onde as novidades musicais convivem junto com os ecos da vanguarda musical nova-iorquina do início dos anos 80, embalado por vozes de diversas partes do planeta. Considerado como um dos quintais da música brasileira nos Estados Unidos, Ersahin mantém o Nublu desde 2002 e abre espaço para quem quiser ir lá se apresentar. Hoje o Nublu ganhou um novo braço e se transformou em um selo no qual o Wax Poetic lança seus discos. 

Foi nessas idas e vindas que a relação com o Brasil começou. Bebel Gilberto, Céu, Black Alien, 3 na Massa, Forró In The Dark entre outros nomes já passaram pelo Nublu e alguns até já acompanharam o Wax Poetic em suas turnês. Caso de Thalma de Freitas que viajou com a banda para se apresentar pela Europa e inclusive fez uma aparição surpresa no primeiro show do projeto em Curitiba, em 2007. Sem ao menos ser divulgada ou anunciada, a cantora subiu ao palco e começou a criar rimas e sons para acompanhar a banda.

Outro parceiro dos músicos nova-iorquinos é o Otto, que já ocupa muito bem seu espaço na (importada) art-pop brasileira. O músico pernambucano chegou a tocar com o Wax Poetic em uma edição do Festival de Jazz de Montreux, ao lado da cantora turca Nil Karaibrahimgil, mantendo a babel sonora do projeto. é o fruto desta parceria que o público curitibano vai poder conferir na próximasexta-feira (13-02), durante a festa de Aniversário do JokersWax Poetic e Otto mantém o clima de liberdade artística e sobem ao palco para mais uma inesperada sessão de sons e diferentes linguagens musicais, que contam com a realização da Maamute Produções.

Acompanhar esse processo é uma oportunidade única.

_Wax Poetic (NYC) + Otto (PE) 
http://www.myspace.com/waxpoetic

_Sexta-feira | 13 de fevereiro | 22h
_R$15 | na hora R$20
_Jokers | Rua São Francisco, 164

_Realização: MAAMUTE
http://www.maamute.blogspot.com