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3 coisas: Claudinha Bukowski

25 nov

“… tá, mas Claudinha, fala ai… você é mesmo sobrinha do Charles?”
“Não… quer dizer, devo ser… sei lá”

Certa vez tivemos uma conversa mais ou menos assim. Ela tem Bukowski no RG e é uma das bateristas e DJs mais pop da cidade. O “pop” é justificado pelas suas atividades. É arquiteta, mas discoteca no James e no Wonka, e já tocou (ou toca) em quase metade das bandas da cidade. Nah… exagero. Tocou no Constanza, White Strippers, Autobahn e atualmente mantém as baquetas disco-punks do Copacabana Club (que aliás, agora ataca com um novo blog). Alguns de seus grupo vão e vêm enquanto ela está ai, topando novas gigs. Tipo alguns dos vários festivais gringos que ela já assistiu. Humpft. É com o maior prazer que eu apresento 3 coisas de Claudinha Bukowski: 

– tocar em banda ou discotecar?
Se essa pergunta tivesse sido feita algum tempo atrás acho que a resposta seria diferente… mas hoje em dia preciso confessar que se eu tivesse que escolher, ficaria com as bandas. Eu adoro discotecar e acho incrível a sensação de que em parte você é responsável pelo “clima” do bar quando está no som. Eu toco em lugares onde tenho liberdade de colocar o que eu gosto, acho que eu não seria DJ em lugar nenhum se eu não pudesse escolher músicas com as quais eu me identifico. Mas as bandas… é diferente. Afinal, são as “nossas” músicas. Eu não estou mais tocando músicas de outra pessoa, eu ajudei a compor, é uma música da qual eu fiz parte. Talvez por isso, a euforia durante um show da minha banda, quando eu vejo o público cantando e dançando, é algo que eu nunca senti como DJ.

– banda dos sonhos
Cada um tem uma banda que mudou a sua vida. A minha foi Jesus & Mary Chain. Não que eu não tenha gostado de várias coisas antes ou me apaixonado por inúmeras bandas depois. Mas eles foram minha banda nº1 por muitos anos e num espaço de tempo em que coisas importantes aconteceram, coisas que de certa forma me definiram. É claro que de tempos em tempos sempre aparece uma “nova banda favorita da semana”, mas eu acho difícil que qualquer outra banda venha a ser tão importante pra mim como o Jesus & Mary Chain.

– bebida
Gin Tônica!

Mundo Acumulado

6 nov

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Mundo Acumulado
Composição: Fábio Góes
Disco: Sol no Escuro (Reco-Head 2006) 

É mundo é mundo acumulado
No seu comentário
É mundo é mundo acumulado
No seu jeito de falar
É mundo é mundo acumulado
Querendo brincar comigo
É mundo é mundo acumulado
Num dia depois de outro dia

Tendo tudo planejado
Dando tudo meio errado
Bebendo o que sobra de alegria
A noite, depois de outro dia
A fase ruim passa
A fase boa passa também
Só sobra quem é quem
Ninguém ninguém ninguém ninguém
Ninguém é de ninguém
E o mundo reza ser pro sol

Fábio Góes toca amanhã no Wonka com o ruído/mm. Coisa fina…

ruído/mm + stella-viva – wonka 24-10

25 out

(Dessa vez não tem foto nem vídeo, pode ser? nao fiz toda minha lição de casa…)

Pelo visto os shows voltaram a aparecer nas noites curitibanas… é para celebrar isso. Nos últimos tempos as apresentações de bandas de dentro e fora da cidade tinham minguado em nossas madrugadas… fora alguns casos no Era Só o que Faltava e mais constantemente no Sláinte…

Falo isso porque há uns 2 anos rolava até uma dúvida de onde ir e o que assistir (isso porque ainda achávamos bem “parada” a coisa…) aquele eixo da Trajano Reis (com o Motorrad, Retrô, Wonka, Pandora), fortalecido pelo Korova (em suas duas edições), James, 92 graus e Porão do Rock, tiravam nosso sono com uma variedade sonora bem bacana…

Aí parou…

Até agora…. Não estamos em nossa melhor fase (aliás, duvido até que há 2 anos tenha sido nossa “melhor fase”… mas o que não faltam são boas memórias daqueles anos), só que os bares da cidade voltaram a abrir espaço para os shows…. pouco a pouco. Ontem (24) o ruído/mm e a stella-viva tocaram no Wonka. Duas bandas que estão bem longe de ser pop, mas são acessíveis dentro de suas experimentações. O ruído/mm ganha terreno dentro e fora do país com uma sonoridade carregada de referências jogadas no inconsciente coletivo… e da forma mais orgânica possível. Se você acha que a brincadeira fica restrita somente ao primeiro disco da banda, “A Praia”, se engana. Eles resgatam o EP “Série Cinza” (2005?), e despejam rascunhos de novas composições… A melhor ainda é “Baixo & Guitarra”… a faixa mutante/espelho/clássica da banda. Uma música que vive em eterna mudança e transição e nunca será definitiva… quer entender a ruido/mm? Ouça as versões de “Baixo e Guitarra” (que rola até sem baixo!). Ela é o termômetro do ruído.  

Enquanto isso, a firmeza com que o Stella-Viva transmite sentimentos conta com um crescente coro em seus shows… fato que fica mais evidente ainda com a simpatia da banda e a total despretensão em seus “ismos”. As músicas ficam cada vez mais redondas, bem resolvidas e, ao mesmo tempo, abrem brechas para novos caminhos. Caminhos só deles, com características definidas na conquista de novos terrenos e ares individuais… Nessa história eles trabalham bem como guias. Chamam os fãs ao palco, são centrados no som e tornaram público os estudos para a produção do primeiro disco… se quiser acompanhar é só visitar o myspace da banda com certa freqüência. Ou correr para um show.