subtropicália

instabilidade musical

#pagodeversions estréia em curitiba

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e não é que ele conseguiu? alguém tinha dúvida? nem o pedro (do chip) aguentou…

Túlio Bragança começou como fanfarrão das vinhadas da Federal e logo se tornou mais um exemplar de artista independente curitibano com a banda Johnz. Foi para Buenos Aires, montou jingles com Peter e Stewie Griffin, ganhou status de celebridade virtual com o blog Aires Buenos, refletido no twitter, deu uma canja aqui no subtropicália (1 ano atrás)…

… e criou o pagodeversions…

A estréia universal do pagodeversions nos palcos vai acontecer dia 8 de novembro, em Curitiba. No Guarinha (sim!) junto com o Terminal Guadalupe (não!)

“oremos…”

Todo mundo já conhece a história… ou ouviu falar. Versões acústicas e em inglês de clássicos do pagode noventista que martelam nossas lembranças. Ele sempre defendeu o estilo em suas twittadas… assim como toda uma estética trash dos anos 90. Tá ai o resultado (la pelos 5 minutos de vídeo).

Luciano Huck, G1, Uol e companhia que o digam…

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Outubro 28, 2009 em 1:01 am

sabonetes – “quando ela tira o vestido” (video)

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estréia hoje no youtube mais próximo da sua casa… semana que vem na mtv

Wonder manda avisar que o vídeo foi todo produzido pelos integrantes do Sabonetes e amigos, em três dias de gravações pela Vila Madalena (SP). Lembra das agendas deles? então… versão estendida.

salve!

dia 4 de novembro eles voltam para a fria e molhada Curitiba (será?) e tocam no Slainte… festa de lançamento do vídeo.

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Outubro 27, 2009 em 11:45 pm

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rain machine – “give blood” (video)

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Outubro 27, 2009 em 10:21 am

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novo ep do hotel avenida

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hotel-avenida-ep

E aqui estamos nós na rede de blogs e sites organizada pelo pessoal do Hotel Avenida para divulgar seu mais recente trabalho. Ta vendo? Não precisa reclamar muito de complicações com divulgação… é só ter boas idéias. Basta clicar aqui (ou na imagem) e baixar o disco lançado hoje. Pronto.

Mais um EP que ganha formato físico e virtual… mas que segue uma proposta acústica. Nada distante da linha utilizada pela banda, um encontro de gerações curitibanas bem interessante, capitaneado por Giancarlo Rufatto e Ivan Santos, ao lado de Carlão Zubek, Allan Yokohama, Igor Ribeiro e Eduardo Patrício.

Lá está a verdade crua na faixa “Zelo”, a inocente e ensolarada “Um Centavo”, junto com “Só o amor pode partir seus joelhos” e “Nas profundezas do coração do fundo do copo”. Com esses dois últimos títulos eu deixo minhas comparações de lado e dou espaço para a surpresa. Chutei a casinha. Detalhe na refinada escolha de versões usadas (um tapa de luva bem humorado na ditadura dos covers… hum….), com novas roupagens para “Nuvens de Lágrimas”, registrada por Roberta Miranda e Fafá de Belém (aham) e “Meu Abismo, Meu Abrigo” do Lobão.

Sexta-feira (30) eles tocam no Jokers, junto com o Plêiade.

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Outubro 26, 2009 em 11:41 pm

escatologia comportada

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foto: @yadayadayada

foto: @yadayadayada

I – o rio de janeiro curitibano

Se você acompanha bem de longe o que rola em Curitiba, com certeza já ouviu falar nestes dois nomes. Bonde do Rolê e Copacabana Club. O primeiro foi direto para a gringa e tem gente que até hoje pergunta de onde esse grupo de funk-carioca-sem-etiqueta surgiu. “é daqui mesmo? como assim?”. O segundo já é uma promessa pronta, agradou ao público, crítica, donos de bares, rádios, músicos, molecada, indies velhos, mtv, levis, kanye west e os curiosos de plantão. Consumido de todas as maneiras para ninguém carregar o peso da omissão nas costas. A comida de bola com os Rolezentos ainda martela a cabeça de alguns jornalistas e público por aqui… Agora, todo mundo quer tirar uma lasquinha dos Copas.

Duas facetas escancaradas. A sensual malandragem dos morros cariocas disputando espaço com a importada e elitizada “princesinha do mar”. Impressionante como dois lados do Rio de Janeiro são absorvidos para buscar uma noção de brasilidade nos pinheirais. Cada um de um jeito… e com identificação declarada. Lindo. E foi esse duelo musical que o reduzido público presente testemunhou. Um capítulo da recente história musical alternativa da cidade… “Alternativa” no caso é o que NAO é psychobilly, NAO é hardcore, NAO é emo, NAO é hip hop, NAO é eletrônico (hum), NAO é pop (huuum…), NAO é mod…

… é o que sobra. E a sobra é grande.

Mas funk carioca universal? Só em Curitiba isso poderia acontecer. Uma forma de chocar as pessoas e modernets de plantão… uma brincadeira de mau gosto, feita por NAO músicos sem noção. Só daria certo aqui…

II – carnaval de bosta

(Deixo aqui as descrições sobre a noite e entrevistas para o Felipe Gollnick, do Defenestrando. Pulo direto para os shows)

Enquanto é bonito ver o Copacabana Club no palco, a experiência sensorial de uma apresentação do Bonde do Rolê pode não ser das melhores. Sons, cheiros e gostos (para quem ficou perto do palco) misturados ao batidão pop esquizofrênico.

Os Copas não contam só com a simpatia e charme das danças hipnóticas de Caca V. Ou das coxas da Claudinha… a guitarra levantada do tímido Alec ao lado de Tile, que as vezes fica de costas para o público e “bate a cabeça” quando é mais exigido no baixo. Muito menos do Rafa Martins, que acaba de assumir o lugar de Luli Frank na guitarra… é todo o conjunto da obra. O Copacabana Club é uma banda de palco. Se você nunca viu uma apresentação deles, não julgue pelas primeiras escutadas. Eles ainda ganharam o reforço das bases de Rodrigo Stradiotto, produtor do EP. De um jeito ou de outro as composições acabam caindo em algum lugar comum da música alternativa, mas é bem feito. Contagia. Seus ouvidos e olhos agradecem o espetáculo. E eles retribuem os agradecimentos. “Obrigados” e mais “obrigados” de todos os lados…

“Retribuir” foi um dos pontos de partida do Bonde do Rolê. Eles não tocavam por aqui há 3 anos. Na época,  já tinham sido reconhecidos pela Rolling Stone gringa, esboçaram uma turnê americana ao lado do CSS e Diplo, e estavam na capa do Estadão e Folha (com uma possível série de shows que aconteceu na Europa, lembrada pelo Pedro). Enquanto poucos veículos de comunicação locais dedicavam algumas palavras a eles. Foram duas apresentações antes de partir para os Estados Unidos. A última, ao lado do CSS, para um público de quase 30 pessoas (eu estava lá). Quase não receberam o pagamento. Se é que receberam.

Ai a equação fica bem fácil de resolver: o início conturbado na cidade + total ausência de noção + tendências escatológicas = a um show de bosta. E foi isso. O Bonde do Rolê veio para jogar a merda no amplificador… mas segurou a onda. Os preparativos para as “fezes artificiais” (antes que alguém ai se incomode com o sentido literário do termo… “bosta”), à base de chocolate em pó, maizena, milho e outros ingredientes, foram embalados pela sensação de “retribuir”. Pensando bem, o troco nem era tão importante (não existe rancor no discurso deles), mas a piada seria ótima! Isso porque a banda nem sabe ao certo se é curitibana. Nenhum integrante atual nasceu aqui e muito menos mora em Curitiba. Gorky e Pedro começaram a reencontrar amigos, conversaram com fãs e ficaram em um zigue-zague social com Laura e Bernardino sendo apresentadas a todos. Amoleceram. Deixaram o lado infantil nas roupas de bebês e fraldas, e conduziram o cocô somente no palco (claro, quem subiu no palco saiu “cagado”). Foi um dos melhores shows que a cidade recebeu no ano.

O mais impressionante é que eles sequer provocaram o público com a mistura de texturas e odores que pairava no palco. Não precisou. Os fãs se jogaram na lambança. Em vários momentos o palco foi tomado por vinte, trinta pessoas que agitavam e se esfregavam. Anarquia escatológica embalada pelo funk e os vocais gritados e roucos de Pedro, Ana, Laura e Gorky. Quer ver alguém dar o sangue em uma apresentação de pouco mais de 50 minutos que não para (não para, não)? Clica em um dos vídeos…

… o melhor é que nenhum integrante da banda jogou o falso cocô nas pessoas. Sempre tinha alguém em volta jogando merda no outro. Fica a dica de uma metáfora bem interessante…

III – banho e sábado de cinzas

Foi isso. No dia seguinte as duas bandas partiram para Porto Alegre. Levaram um pouco do lado carioca-curitibano-universal para os gaúchos. Assim como levam para os palcos paulistanos, mineiros, recifenses, ingleses, japoneses… por aqui, tudo segue normal. Mais solto e relaxado, como uma boa descrição de pós-cagada que só Charles Bukowski poderia escrever.

videos e fotos do @yadayadayada

Escrito por subtropicalia

Outubro 20, 2009 em 1:57 am

2039

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lembra aquele papo sobre o texto que eu publiquei na última edição da Curitiba Deluxe? então…

ilustra de guilherme caldas (candyland)

ilustração de guilherme caldas (candyland)

subtropicália 2039


ok… 2h49 da madrugada… um anônimo acaba de me mandar tomar no cu (via blog) e li umas coisas que me desanimaram. Não é a melhor hora de começar esse texto. Ou é?

Bom, amanhã conversamos.

Pra variar eu dormi demais. Acordei 30 anos depois, em 2039. Com Michel Gondry e Nêgo Pessoa de guias, não pergunto como vim parar aqui e me jogo pelas ruas para buscar inspiração, sentir a cidade, o clima, as mudanças, ver os carros voadores e as máquinas de teletransporte.

Nada disso.

Já imaginava que o futuro seria assim… jovens com roupas estranhas, arquitetura de casas arrojadas, ao lado de ícones preservados da cidade. A Rua XV ganhou uma cobertura para proteger seus visitantes da maléfica luz solar. A estatua do Homem Nu foi esteticamente adaptada para uma homenagem feita em memória de Oilman (ganhou um rabo de cavalo e foi envernizada). O Passeio Público está com ares de Central Park e ocupa toda a área que ia do shopping Muller até o Mafalda e arredores. A antiga sede da Curitiba Deluxe foi ocupada por árvores e riachos artificiais. Por sinal, preciso saber como está o Heros lá na Deluxe e se ele ainda precisa deste artigo…

Só não entendi porque suspenderam a Praça Osório para a cobertura de um prédio de 70 andares construído no local que é a sede da atual prefeitura de Curitiba. Central e de olho em toda a capital. Resquícios das duas gestões de Dary Jr. como prefeito. Desde o final do Terminal Guadalupe ele decidiu colocar em prática suas letras e composições e assumiu o compromisso público. Pelo visto ele montou uma outra banda… com seu filho, Dary Neto.

Acessei a rede wi-fi que existe no planeta e pesquisei o que aconteceu nesses 30 anos. Nenhuma novidade, eles sabem muito mais sobre 2009 do que nós, habitantes da época. A surpresa está na forma como nossa produção musical tinha sido assimilada. Algumas figuras continuavam na ativa… como o Relespública que ainda tocava todas as quartas no Hermes, no compasso do Blindagem. Mas o endereço do Hermes mudou… não o local, só o nome da rua. A Avenida Iguaçu agora se chama Waltel Branco graças a seu legado deixado como uma das principais obras da música local. Suas coleções são hoje disputadas em edições de vinil e têm a mesma importância que a obra de Tom Jobim e Duke Ellington. Justiça foi feita (meio tarde).

Bati os olhos nos arquivos do Caderno G e as diferenças gritaram. (Off – grandes figuras que surgiram no twitter ocuparam altos cargos da Gazeta do Povo. A @twittess passou um bom tempo como coordenadora antes de assumir um cargo mais alto na Globo Media Corporation. Seus seguidores continuaram juntos e aumentando). Então… o grito veio em forma de  compreensão. Hoje, em 2039, nossa história é melhor assimilada e refletida, assim como seus personagens. Logo após a primeira turnê do Bonde do Role pela América Latina (que terminou após um ataque de stress sofrido por Pedro, já previsto por uma vidente anos antes), caiu a ficha do público curitibano. Sacou que as fontes de informações estavam ali, prontas para serem descobertas na internet. Acabaram com aquela carência refletida em agressões virtuais e reclamações que acompanhavam a molecada desde o chat que existia no site O Bule. Jornalistas também mudaram um pouco seus critérios e deixaram de queimar o filme em público. Assimilaram que aquela idéia de “banda que vai emplacar no Brasil” não representava mais nada. Nada. A internet mudou tudo. Os critérios de análise se tornaram mais segmentados e, ao mesmo tempo, universais. A banda não era mais avaliada comercialmente ou baseada em gostos pessoais, e sim pela relevância dentro de seu nicho. Mesmo que só tenha emplacado na Indonésia, ela era respeitada e compreendida (enquanto isso, sons ruins continuavam ruins e não despertavam a menor atenção da mídia… ou eram bem criticados) Público, bandas e jornalistas no eixo. Neste grau de importância… Mas o pior é que ainda têm umas figuras de 2009 que insistem em achar a situação… opa. Peraí. Preciso parar. Tem muita gente me olhando estranho porque estou usando um notebook em público… sooo last week.

É bom saber que o futuro nos reserva um pouco de utopia. Quem acha que esse papo vai terminar com uma lição de moral, foi mal ai. Só reafirma que tudo feito em 2009 contribuiu para esta realidade, 30 anos depois. Igual importância para erros e acertos, otimistas e pessimistas… O caminho é esse mesmo e seguido sem arrependimentos.

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Outubro 15, 2009 em 3:47 am

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sufjan stevens – “interlude I – dream sequence in subi circumnavigation” (video)

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Outubro 14, 2009 em 10:17 pm

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sexta tem I_CWB…

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icwb-eflyer

I_CWB # 5

Palco principal:
Zombie Zombie (França)

François Virot (França)

Abertura:
Felipe Ayres (Wandula) – live PA com participação especial de Edith de Camargo

DJs:
Our Gang (special set)
Bernardo (rock to rock – Wonka)
Ivanovick (Tirana – Wonka)

Especial:
Bares Wonka e Bistrô Mafalda ao ar livre

Data: 25.09.2009 (sexta)
Local: Casa Vermelha (Largo da Ordem, São Francisco)
Abertura da casa: 22:00
Início dos shows: 23:00

Ingressos antecipados: primeiro lote R$20,00 – segundo lote R$30,00
Pontos de venda: Café Mafalda, Wonka, Kitinete, Lolitas, V.U., Roberto Arad e Lamb
Informações: 9142-0810 ou 9929-3109
Site: www.icwb.com.br

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Setembro 24, 2009 em 7:51 pm

japandroids – “I quit girls” (video)

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… mas o Japandroids não é assim. A The Tripwire fez uma session bem classuda, vale o clique.

Lembra que o verão está chegando?

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Agosto 29, 2009 em 3:27 pm

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ta ouvindo?

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LAERTE-15-05

Na mosca, Laerte

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Agosto 29, 2009 em 11:02 am

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noel, noel…

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Agosto 29, 2009 em 2:10 am

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agora vai: curitiba sônica

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csonica

Fica a dica para esse (provável) sábado ensolarado… a estréia do projeto Curitiba Sônica. Contemplado pelo Edital de Bandas de Garagem da FCC, a iniciativa conta com a gravação de doze discos de bandas da cidade, que circulam pelo rock, pop, alternativo e essas misturas que estamos bem acostumados nos inferninhos locais. Os shows acontecem até o início de 2010, sempre no Teatro Universitário de Curitiba (TUC) com a entrada saindo por R$1,50. Mas esse é apenas um dos projetos aprovados pelo edital. O Grande Garagem Que Grava ja iniciou suas apresentações e ainda vou falar dos outros por aqui.

A abertura do projeto será com as bandas Rockajenny, Caio Marques, Our Gang, Subburbia e lasttape, e pelo visto todas as pessoas envolvidas na história estarão por lá. Festona que começa às 20h. Segue a lista de bandas envolvidas: Our Gang, Alameda, Boss in Drama, Subburbia, Folk Trio, Tods, Rockajenny, Liquespace, Easy Players, lasttape, Caio Marques e Olímpicas Esferas. Uma salada de nomes de diferentes períodos da cena musical local, alguns bem reconhecidos… outros não. Detalhe que isso tudo irá se transformar em um documentário lançado no final da produção dos discos.

Começa amanhã, vai por aqui e acompanhe as novidades…

sumi…

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Pois é… de tempos em tempos rola umas escapadas daqui… mas estou me organizando para manter um fluxo de informações bacanas. Independente do blog (ao mesmo tempo em que estão agregadas) as atualizações continuam via Twitter (sacou o “plantão” ai ao lado?), Tumblr e Flickr. Claro, de uma forma resumida… mas da para perder um tempinho nas indicações. Prometo que ainda essa semana tem novidades…

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Agosto 26, 2009 em 6:47 pm

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king khan and the shrines, “land of the freak” (video)

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imagina o The Stooges fazendo uma versão do James Brown…

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Agosto 18, 2009 em 6:27 pm

o mundo ainda acredita nos hippies?

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Woodstock, 1969. Foto publicada na Life

Woodstock, 1969

Esse final de semana marcou o aniversário de 40 anos de Woodstock. Você sabe disso, saiu até na Globo. Mas também marca o auge e término de toda uma geração que acompanha o imaginário popular desde então; os hippies. Figurinhas estranhas e caricatas, que se tornaram a imagem de uma época. Eles só reverberaram alguns pensamentos que surgiram anos antes, e o encontro em Bethel, durante os dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969 foi uma grande festa regada a ácido, rock, sexo e muita desorganização. Evento extremamente importante para o futuro dos grandes festivais, mas seu discurso não perpetuou. Culpa dos hippies.

Volta para as décadas de 40 e 50. A sociedade norte-americana vinha de um período entre-guerras extremamente chato e previsível. O medo ainda pairava nas casas de todas as famílias que tinham se envolvido de alguma maneira com os combates. O sistema tecnocrata ganhou força nesse panorama, oferecendo segurança e estabilidade para chefes de família, enquanto eram transformados em grandes engrenagens do estado. Bem cômodo. As mulheres mantinham suas atividades domésticas (outro atraso) enquanto crianças e jovens recebiam todo o tipo de ocupação conduzida. Todas as reações eram previstas e esperadas… até o ato de “transgredir” lendo uma Playboy, fazia parte do esquema (junto com a idéia agregada de “homem ideal” nos anúncios das páginas da criação de Hugh Hefner). Problemas e demais crises existenciais já contavam com um profissional específico com sua solução. Caso não tivesse uma resposta, era considerado um sentimento isolado… uma irrealidade. Sabe aquela imagem da família ideal? Então.

Alguns loucos e pensadores  já tinham largado mão disso tudo e se jogado pelo mundo. Foram os beatniks que começaram com todo o ideal sustentado anos depois pelos hippies. Mas de uma forma mais suja e crua. Antiintelectualismo, percepções sensoriais, negação de regras e o resgate da cultura oriental. Vai lá em Kerouac, Ginsberg e Burroughs. Reflexões sobre o novo comportamento urbano surgido com os hipsters, no final dos anos 40. O jovem buscava diferentes maneiras de escapar da sociedade. Coloca nessa equação uma boa dose de tendências românticas, boemia e experiências lúdicas típicas dos beats. Clima perfeito para o início da Contracultura. A grande negação dos valores passados pelos pais e mais velhos. Não assumir os costumes e gostos tradicionais e muito menos ter uma vida já esquematizada. Esse grande “não” aconteceu com a música, teatro, cinema, literatura e principalmente nos quadrinhos (Zap Comix e toda a turma do Crumb foram os grandes nomes da Contracultura, já que era a única manifestação artística dos jovens… sem referenciais espelhados nos pais).

Os hippies não criaram nada de novo, só repetiram um discurso com ideais que já eram cutucados… e colocaram um pouco de mimimi na história. Tipo uns emos dos anos 60. Inocentes, sensíveis, acreditando na solução com o amor idealizado. Fail. Kerouac morreu, e nunca aceitou os hippies como “filhos”. Ai chegam os fatos bizarros; reunião em Washington para tentar “levitar a Casa Branca” e conquistar o fim da Guerra do Vietnã? O caos instaurado em São Francisco com o fatídico “Verão do Amor” de 1967? “Paz e Amor” nas mortes registradas durante o trágico festival de Altamont? (fruto da megalomania de Mick Jagger; os Rollings Stones não estavam em Woodstock, então criaram um festival maior) A “era de aquários”? Charles Manson, líder espiritual? Eventos que entraram para a história muito mais como piadas, do que pelo seu valor social digno de orgulho.

Por outro lado, esse é o grande início da cultura jovem, que já tinha começado de forma tímida com Bill Haley, Elvis Presley e ganhou voz com os Beatles, Bob Dylan e Stones. O jovem como mercado em potencial, ai está a grande herança deixada pelos hippies (irônico, mas foi justamente o seu final). Eles se tornaram um produto. O choque com o extremo se transformou em consumo. Em pouco tempo, as grandes lojas já vendiam artigos inspirados no visual hippie, o musical “Hair” invadia palcos e telonas de todo o planeta… até a televisão brasileira começou a criar personagens hippies em seus programas (Jô Soares, Golias, Seu Peru na “Escolinha do Professor Raimundo”, o Tuco, na primeira versão de “A Grande Família”, todos hippies…)

Li esse final de semana que o local onde aconteceu o Woodstock, conta atualmente com proibições contra cigarro, drogas, música alta… coisa de gente cansada e desiludida com tais causas. Tipo um trotskista que hoje apóia o capitalismo. Sem o choque (e embasamento), o discurso deles ficou vazio e todo seu estilo de vida assumiu uma certa normalidade. Uma camiseta do Che Guevara. Ficaram inofensivos, comportados, caretas… e entraram nos eixos. Atitudes mais estranhas de hoje, são relacionadas a “fases da juventude” e várias vezes não são levadas a sério. A turma do “paz e amor” preparou o terreno para os que vieram depois e conseguimos tocar a vida de um jeito bem diferente de nossos pais. Mas do nosso jeito… sem um discurso pré-estabelecido e com risco de deslizes. Somos o que somos e nesse sentido os hippies tiveram lá sua importância…

Escrito por subtropicalia

Agosto 18, 2009 em 2:22 am

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a semana começa com…

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…”(If You Are Wondering If I Want You To) I Want You To”, a nova música do Weezer. O próximo disco deles será lançado dia 27 de outubro. “Lançado”…

Via @yadayadayada

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Agosto 17, 2009 em 2:38 am

tv on the radio, “young liars” ao vivo (vídeo)

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alguém traga o TV on the Radio de novo… por favor.

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Agosto 14, 2009 em 11:13 am

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o mistério do radiohead

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Qualé Thom Yorke? Vem com a conversa de que o Radiohead está parado… e de repente vaza uma música inédita? O mundo acordou quinta-feira com essa notícia bizarra, publicada pelo Atease. Que ótimo! Quase uma semana depois que eles lançaram o single virtual de “Harry Patch (In Memory Of)”, e sem nenhum comunicado oficial da banda. Bem estranho.

O guitarrista Jonny Greenwood comentou em uma entrevista publicada hoje no jornal The Australian, que eles ainda estão meio perdidos em relação a forma como irão lançar os novos trabalhos. O long-play não funciona mais… talvez EPs e singles, e ai tudo começa a fazer sentido. Ainda mais se lembrarmos que o “In Rainbows” foi anunciado dez dias antes do lançamento… com aquela história da venda on-line e a distribuição inédita na história da música. Eles são especialistas em surpresas… e ainda não nos acostumamos com isso.

Essa história também bate com as notícias publicadas em maio, sobre o início das gravações de um possível disco novo, junto com Nigel Godrich. Bom, no final do mês o Radiohead se apresenta em Reading e Leeds Festival, até lá deve sair alguma posição oficial da banda. Enquanto isso, continua por aqui e vai até o Bloody Pop, onde tem toda uma teoria comprovada sobre as várias possibilidades em torno de “These Are My Twisted Words”.

MP3 de “These Are My Twisted Words”… aqui.

Escrito por subtropicalia

Agosto 14, 2009 em 3:06 am

noah and the whale, “the first days of spring” (trailer)

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os britânicos do Noah And The Whale se preparam para lançar o segundo disco… junto com um filme. A produção leva o nome do álbum, “The First Days Of Spring”, e é dirigida pelo vocalista da banda, Charlie Fink. Aconteceu uma sessão de estréia no dia 17 de julho, mas os dois trabalhos só serão lançados dia 31 de agosto. Nos cinemas. Tem uma música nova liberada para download aqui. Mas o disco ja vazou…

Legal que no Myspace deles está o remix da faixa usada na trilha do video, a “Blue Skies”, produzido pelos cariocas do The Twelves. Completamente diferente… mas tão foda quanto.

Escrito por subtropicalia

Agosto 14, 2009 em 2:04 am

mais mixtapes

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a coisa ta pegando no INMWT.  Saíram as mixtapes com bandas do Brooklyn e de Montreal, produzidas por Eder Costa.

Escrito por subtropicalia

Agosto 14, 2009 em 12:20 am

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