delta cockers 2010

Eles estavam afim de fazer o lançamento do novo single na semana entre Natal e Ano Novo. Ou era na semana do Natal… não lembro bem. O que interessa é que saiu a faixa “Marsupiais” e o Delta Cockers (formado por Panke e Marcell) começou o ano antes da hora. A música estará no próximo EP deles, “A Revanche do Robô”, com lançamento marcado para os “próximos dias”… Tudo isso acontece em um momento no qual o duo passa por uma pequena reformulada no formato ao vivo… Surpresas?
Mas, voltando aos marsupiais, o melhor é a participação da doce Rosanne, do Rosie & Me, cantando em português. Não tem como dar errado.
#2 Marmita (the Carmem Miranda sextape)
Não é que saiu a segunda edição da Marmita antes do ano novo.
Aquele esquema, seleção aleatória mas com um certo sentido. The Carmem Miranda Sextape. O princípio é o mesmo: mistura de podcast com mixtape. Você baixa o arquivo, joga para o player/cd/ipod e faz o que quiser… como deletar as locuções. A Marmita é sua e vamos aproveitar o sol e as noites quentes.
Já pode começar o download… aqui.
A primeira edição correu bem. Valeu pelas observações, críticas e elogios. Esta segunda veio com menos músicas para facilitar o download… e eu falei um pouco mais nas locuções. Só um pouquinho…
#2 Marmita (the Carmem Miranda sextape)
1 – Abertura
2 - Jorge Ben – Jazz Potatoes
3 – Jack Costanzo & His Orchestra – Peter Gunn Mambo
4 – Eduardo Araujo – Deixa de banca
5 – TV On The Radio – The Wrong Way
6 - Max de Castro – Stereo
7 - Orchestre Poly-Rythmo De Cotonou – Se Tche We Djo Mon
8 - The Heavy – How You Like Me Now?
9 - PowerSolo – Canned Love
10 - Tex Williams – Closer Closer Closer
11 - Gilberto Gil – Queremos Guerra (part. de Jorge Ben)
12 - Hercules and Love Affair – True False, Fake Real
13 - Locomia – Rumba, Samba, Mambo
14 – Ramsey Lewis – Do What You Wanna
15 - Encerramento
Agora só em 2010. =)
livro, filme, disco e lembrança

Willie Dixon, Muddy Waters e Buddy Guy... lá por 1963
Clima de final de ano sempre pede algumas revisões. Normal… final de um ciclo. A gente acaba caindo nesses pensamentos entre um porre e outro de natal e reveillon…. diretrizes e avaliações que são esquecidas, mas ficam no ar durante 365 dias…
Tem uma passagem que me marcou bastante no “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby (ok, uma delas). O surtado Rob Fleming decide reorganizar toda sua coleção de discos. O caminho seguido vai bem longe da ordem tradicional das coisas, baseadas no alfabeto, ano ou gênero… Ele resolve arrumar os álbuns pelo momento de sua compra. Uma revisão do passado para poder lembrar quem ele realmente é. Ou foi. A compra dos discos X, Y e Z. O que ele estava fazendo naquela época, quais eram suas perspectivas e tudo mais que possa dar o mínimo de conforto e individualidade a uma pessoa em crise. Super válido.
Lembrei disso esses dias… depois que assisti “Cadillac Records”. A história da Chess Records contada de forma bem honesta e que foge do climão biopic (que retrata um longo período histórico e acaba arrastando personagens dispensáveis por toda a trama). Dirigida por Darnell Martin, a fita segue os passos de Leonard Chess e Muddy Waters, interpretados por Adrien Brody e Jeffrey Wright, respectivamente. As duas figuras centrais da Chess Records (só não parei para pesquisar o motivo da ausência de Phil Chess no filme). Testemunhamos ainda o surgimento de nomes como Etta James, Howlin’ Wolf, Willie Dixon, Chuck Berry e até uma aparição relâmpago dos Stones. Um retrato bacana de uma das gravadoras pioneiras no mundo R’n'B.

Então… sobre a passagem dos discos do Rob Fleming (quase me perco).
Pega esse clima de final de ano, com um surto bem “flemingniano”, e a história da Chess Records… lembrei de “Folk Singer”. O primeiro LP que comprei na minha vida pós-infância-com-discos-da-xuxa-e-histórinhas-da-disney. Nunca conseguiria estabelecer uma ordem de aquisição dos meus álbuns, mas esse primeirão é marcante (assim como “Miles Ahead”, mas ai é outra história).
E eu nem tinha vitrola na época…
Passava longos períodos olhando as fotos da capa, imaginando o clima no estúdio, a pegada acústica e crua nos lamentos de Muddy. Foram longas horas ouvindo o disco somente pelas fotos. Eu era molecão… tinha acabado de entrar na faculdade e queria ouvir música de verdade. No vinil. Mesmo sem vitrola. A minha cópia é de 1988, lançada cinco anos após a morte de Muddy e bem longe do louco ano de 1963 (quando o disco foi gravado). Seu selo é daqueles poluídos e sem a menor elegância, encontrados em LPs lançados a partir dos anos 70. Detalhe; cheio de “eu te amo” escrito pelos dois lados (alguém se deu muito bem ouvindo suas nove faixas). Ai está o charme especial da minha edição; já veio com uma história paralela.
Eu sabia toda a ficha técnica dele, qual faixa não contava com a participação do jovem Buddy Guy, os detalhes da produção de Ralph Bass e do grandalhão Willie Dixon. Estava intrigado com o “folk” do nome e a história da lendária gravação no campo, feita em 1941 pelo folclorista Alan Lomax. Imagina como seriam esses registros?! Rústicos, vivos e o exato momento que McKinley Morganfield se tornou Muddy Waters. Nascido em 1915 e reconhecido por ser um dos primeiros nomes que chocou a audiência com blues elétrico. Ganhou os negros, brancos e foi um dos responsáveis pelo sucesso da invasão britânica nos anos 60 (quem você acha que foi a grande inspiração dos Rolling Stones?). Até resolver entrar no estúdio da Chess Records e chorar esse disco… acústico. Mostrou onde é que estavam as verdadeiras raízes da música norte-americana. O verdadeiro folk singer.
Um pouco disso tudo está lá em “Cadillac Records”. Vale muito mais do que a pipoca (até a Beyoncé está segurando bem sua atuação como a incontrolável Etta James… ainda mais nas gravações de “At Last!”. Sério…). Foi ótimo poder ver isso na telona e, de quebra, lembrar um pouco quem fui/sou e qual é uma de minhas origens.
Algumas paixões e fascínios escondidos… esqueça a motivação, o que interessa e a sensação despertada. Sempre é.
#1 Marmita (chute no saco e dedo no olho)
Ela saiu do forno. Literalmente.
Esta no ar a primeira edição da Marmita. Uma espécie de podcast/mixtape bem malandra que eu vou começar a soltar de agora em diante. De verdade… reunião de elegantes sons que estão perdidos pela internet. Tem de tudo… samba, soul, funk, eletrônico, afrobeat, alternativo e assim vai… e segue o princípio básico de toda boa marmita: é sagaz.
Passa para o iPod/mp3 player ou queima um cd… e cai pela cidade ouvindo. Com sol fica melhor ainda.
#1 Marmita (chute no saco e dedo no olho)
1 - Abertura
2 - Joe Willams With Thad Jones – Get Out Of My Life Woman
3 – Little Barrie – Free Salute
4 - Georgie Fame – In The Meantime
5 – The New Mastersounds – Tin Drum
6 - Fela Kuti – Swegbe and Pako
7 – C & C Music Factory – Things That Make You Go Hmmmm.
8 – Stereo Maracanã – Freestyle Love
9 – The Phenomenal Handclap Band – You’ll Disappear
10 -Troublemakers – Street Preacher
11 - Antônio Carlos e Jocafi – Simbarerê
12 - Os Diagonais – Novos planos para o verão
13 - El Guincho – Palmitos Park
14 - Passion Pit – The Reeling
15 - Ed Lincoln – Eu Nao Vou Mais
16 - Jackie Gleason – A Taste of Honey
17 - OK Go & Bonerama – It’s a Disaster
18 - Mundo Livre S/A – Pastilhas Coloridas
19 - James Brown – Coldblooded
20 - Carmem Miranda e Francisco Alves – Retiro da Saudade
21 – Encerramento
RJD2 – “1976″ (video)
…e esse verão que não sai?
(só pra lembrar que a Marmita ta quase pronta…)
monofóssil

O Koti (O Lendário Chucrobillyman e responsável pelos Penitentes) resgatou um link para baixar o EP de estréia “Rock’n Roll Primitivo”, lançado em 2004.
Mas isso não é nada. O “Chicken Album” também está disponível para download. Aqui. Vai com fé que esse é um dos melhores registros lançados nos últimos anos… um disco aberto por “Chicken Flow” não tem como dar errado.
E só para não perder o timing; não é uma de suas músicas que está na propaganda nova da Coca-Cola... é a faixa “Canned Love” da dinamarquesa PowerSolo, que passou por Curitiba esse ano tocando com Jon Spencer no Heavy Trash.
o lamento de bessie

Maravilhas que só o youtube traz para você. Eu já twitei esse vídeo, mas ele merece um post; “St. Louis Blues” de 1929, o único filme de Bessie Smith e uma das primeiras produções com som da época. Inspirado na composição homônima que retrata o lamento de um coração partido no meio do gueto, conta com participação da Fletcher Henderson’s Orchestra e a sensação de se aproximar um pouco mais desse distante universo.
Bessie Smith foi a artista negra mais bem paga nos anos 20. E a primeira. Era chamada de “The Empress of the Blues”, dividia o palco com Louis Armstrong, cantava músicas de Alberta Hunter e tinha todo o respeito e prestígio da Columbia… mas teve uma vida bem complicada… o que acabou se tornando uma constante na trajetória de boa parte das divas do blues e jazz que vieram na sequência (Billie Holiday e Etta James que o digam). Desencontros amorosos em dobro com sua bissexualidade, uma carreira meteórica e curta e a morte no anonimato, oito anos depois do lançamento desse filme. Bem na época em que ela planejava o retorno aos palcos. Tudo isso pode parecer cliché, mas como eu disse… ela foi a primeira.
Agora é dar play… são 15 minutos que valem muito mais do que você imagina.
“St. Louis Blues” Parte 1
“St. Louis Blues” Parte 2
clima gentil
Sabe aquela brincadeira de “chuva e sol / casamento de espanhol – sol e chuva / casamento de viúva”? Pois é, pena que não rima com “lançamento do disco da Banda Gentileza“.
Tudo certo para o debut do álbum no sábado. Um belo piquenique em um casarão (casinha!) super astral próximo ao centro. Mais charmoso impossível. A chuva – que começou na sexta e durou até a noite de sábado – não foi convidada e chegou de penetra. Estamos em Curitiba, certo? Perto da hora marcada para o início do show, Heitor e Emílio estavam no palco que ficava nos fundos do terreno alagado… ao lado de amplificadores desligados cobertos por plásticos. Sozinhos. A cena dava dó.
Saí de lá pensando em várias ironias e sacadinhas relacionando o clima de Curitiba com o tipo de som inusitado da Gentileza. Não combinam mas sobrevivem em uma relação de simbiose. Todos saem ganhando. Passei o resto do dia com isso na cabeça… imaginando como seria a apresentação. O playlist seguindo o clima do disco e misturando músicas antigas com as inéditas. Novos arranjos e posturas no palco. Mais unido… com um sentido na babel sonora da Gentileza. Uma introdução ideal para quem não conhece o som.
Sim, estou falando do disco e do show imaginado.
E como rolou pilantragem da cidade chuvosa, a Gentileza deu o troco no dia seguinte. “Hoje sou bem-vindo / E a bagunça não vai reparar / Hoje é domingo, o céu já abriu…” A música do dia era “33B”.
Final de tarde preguiçoso, solzinho agradável, grama, formigas… as pessoas chegavam movidas por mensagens de celular, tweets, orkut e o tradicional boca a boca. Familiares, tias corujas, amigos, crianças, fãs da banda e curiosos. Não tem como dar errado.
Assim foi o lançamento do primeiro disco da Banda Gentileza em Curitiba. Nos fundos de uma casinha, em uma espécie de caixinha de música (daquelas que você abre e começa uma canção de ninar), com ares de coreto. Um teatro de bonecos musical. Pessoas sentadas em uma tenda localizada na frente do palco. Um gramadão… e mais gente em pé.
Com toda a correria de gravação do primeiro disco (que conta com a produção de Plínio Profeta), a Banda Gentileza encontrou um ponto comum em suas músicas; a irreverência e as composições. São causos inocentes, entrelaçados por jogos de palavras e corações partidos que acompanham o grupo desde o início. O resto é pura audácia. A variedade sonora jogada nas doze faixas pode não ser muito bem vista por alguns, já que os músicos não poupam esforços em sair do samba para a polka, valsa, rock, sons ciganos e assim vai… se você for um desses, vai assimilar o disco como uma reunião de canções, não necessariamente um álbum. Um mero registro bem feito. Será? Tem o outro lado… quem se importa com essas regras atualmente? Voltamos a era do single e as amarras do “conceito” em um “álbum” já se foram. A brecha que o grupo precisava para atingir novos públicos e escolher tranquilamente os futuros rumos musicais está aberta. Basta a identificação com uma música que você tem a dedicação de um novo fã. Mas essa teoria toda só funciona com o disco… o show é outra história… é vivo e te prende. Piadinhas, dancinhas e um som alto e bem tocado. As passagens e mudanças de estilos seguem de forma mais natural. Vendo a Gentileza no palco fica fácil entender seu mundo. Só assistindo mesmo…
Ainda não encontrei vídeos do piquenique (alguém?)… mas já que estamos no clima (e eu não tinha falado nada sobre o lançamento do disco) vale colar esse vídeo lindão feito pelo pessoal do Tubo de Ensaio da Destilaria TV. A idéia é mais ou menos a mesma… só troca o piquenique por feijoada e coloca familiares cantando:
#pagodeversions estréia em curitiba
e não é que ele conseguiu? alguém tinha dúvida? nem o pedro (do chip) aguentou…
Túlio Bragança começou como fanfarrão das vinhadas da Federal e logo se tornou mais um exemplar de artista independente curitibano com a banda Johnz. Foi para Buenos Aires, montou jingles com Peter e Stewie Griffin, ganhou status de celebridade virtual com o blog Aires Buenos, refletido no twitter, deu uma canja aqui no subtropicália (1 ano atrás)…
… e criou o pagodeversions…
A estréia universal do pagodeversions nos palcos vai acontecer dia 8 de novembro, em Curitiba. No Guarinha (sim!) junto com o Terminal Guadalupe (não!)
“oremos…”
Todo mundo já conhece a história… ou ouviu falar. Versões acústicas e em inglês de clássicos do pagode noventista que martelam nossas lembranças. Ele sempre defendeu o estilo em suas twittadas… assim como toda uma estética trash dos anos 90. Tá ai o resultado (la pelos 5 minutos de vídeo).
Luciano Huck, G1, Uol e companhia que o digam…
sabonetes – “quando ela tira o vestido” (video)
estréia hoje no youtube mais próximo da sua casa… semana que vem na mtv
Wonder manda avisar que o vídeo foi todo produzido pelos integrantes do Sabonetes e amigos, em três dias de gravações pela Vila Madalena (SP). Lembra das agendas deles? então… versão estendida.
salve!
dia 4 de novembro eles voltam para a fria e molhada Curitiba (será?) e tocam no Slainte… festa de lançamento do vídeo.
novo ep do hotel avenida
E aqui estamos nós na rede de blogs e sites organizada pelo pessoal do Hotel Avenida para divulgar seu mais recente trabalho. Ta vendo? Não precisa reclamar muito de complicações com divulgação… é só ter boas idéias. Basta clicar aqui (ou na imagem) e baixar o disco lançado hoje. Pronto.
Mais um EP que ganha formato físico e virtual… mas que segue uma proposta acústica. Nada distante da linha utilizada pela banda, um encontro de gerações curitibanas bem interessante, capitaneado por Giancarlo Rufatto e Ivan Santos, ao lado de Carlão Zubek, Allan Yokohama, Igor Ribeiro e Eduardo Patrício.
Lá está a verdade crua na faixa “Zelo”, a inocente e ensolarada “Um Centavo”, junto com “Só o amor pode partir seus joelhos” e “Nas profundezas do coração do fundo do copo”. Com esses dois últimos títulos eu deixo minhas comparações de lado e dou espaço para a surpresa. Chutei a casinha. Detalhe na refinada escolha de versões usadas (um tapa de luva bem humorado na ditadura dos covers… hum….), com novas roupagens para “Nuvens de Lágrimas”, registrada por Roberta Miranda e Fafá de Belém (aham) e “Meu Abismo, Meu Abrigo” do Lobão.
Sexta-feira (30) eles tocam no Jokers, junto com o Plêiade.












